
Um novo memorando de entendimento (MoU), assinado no domingo, 28 de junho de 2026, pelo Consulado-Geral dos EUA em São Paulo e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), amplia o respaldo legal para que investigadores brasileiros e americanos combatam redes de falsificação de documentos e tráfico de pessoas que atuam nas fronteiras porosas do Brasil com Paraguai e Bolívia. O documento atualiza o acordo de cooperação de 2021, que já havia resultado em dezenas de investigações conjuntas, incluindo a desarticulação de uma fábrica de passaportes falsificados descoberta em Ponta Porã no ano passado.
Com o novo pacto, as duas partes vão: 1) ampliar o compartilhamento em tempo real de dados sobre pedidos suspeitos de visto americano originados no Brasil; 2) criar um canal bilíngue de resposta rápida entre agentes consulares especializados em fraudes e promotores estaduais; e 3) financiar treinamentos conjuntos para a polícia federal, inspetores de imigração e promotores locais em Campo Grande e Corumbá.
Segundo Kevin Murakami, cônsul para Prevenção de Fraudes, São Paulo é hoje o segundo maior centro mundial de demanda por vistos da categoria B (turismo/negócios). “Esse volume atrai facilitadores criminosos que prometem atalhos e fabricam documentos falsos. Ao modernizarmos nosso acordo com o MPMS, podemos agir mais rápido, apreender material falsificado antes que cruze a fronteira e proteger os viajantes legítimos”, afirmou.
Dados divulgados pelo Ministério da Justiça mostram que as apreensões de certidões de nascimento e extratos bancários falsificados nos postos de passaporte brasileiros cresceram 18% nos primeiros cinco meses de 2026. A região da tríplice fronteira é também o corredor terrestre mais movimentado do Brasil para migração com destino aos EUA via América Central.
O novo MoU tem, portanto, um impacto direto na conformidade corporativa: multinacionais que transferem funcionários para os EUA devem esperar uma triagem mais rigorosa de cartas de emprego e comprovantes financeiros usados nas entrevistas consulares. Equipes internas de mobilidade são aconselhadas a auditar o fluxo documental e orientar os colaboradores sobre o aumento da fiscalização.
Empresas cujos trabalhadores estrangeiros entram no Brasil via Paraguai ou Bolívia também devem se preparar para uma inspeção mais detalhada dos carimbos de entrada e autorizações de residência quando esses funcionários solicitarem vistos americanos posteriormente.
Para as empresas de gestão de viagens, a principal consequência prática do acordo é a provável aceleração das Opiniões Consultivas de Segurança (SAOs) e, em algumas categorias sensíveis a fraudes, a possibilidade de processos administrativos adicionais. Profissionais de mobilidade devem, portanto, ampliar os prazos para casos de alto risco e criar margens de segurança nos cronogramas de deslocamento.
Com o novo pacto, as duas partes vão: 1) ampliar o compartilhamento em tempo real de dados sobre pedidos suspeitos de visto americano originados no Brasil; 2) criar um canal bilíngue de resposta rápida entre agentes consulares especializados em fraudes e promotores estaduais; e 3) financiar treinamentos conjuntos para a polícia federal, inspetores de imigração e promotores locais em Campo Grande e Corumbá.
Segundo Kevin Murakami, cônsul para Prevenção de Fraudes, São Paulo é hoje o segundo maior centro mundial de demanda por vistos da categoria B (turismo/negócios). “Esse volume atrai facilitadores criminosos que prometem atalhos e fabricam documentos falsos. Ao modernizarmos nosso acordo com o MPMS, podemos agir mais rápido, apreender material falsificado antes que cruze a fronteira e proteger os viajantes legítimos”, afirmou.
Dados divulgados pelo Ministério da Justiça mostram que as apreensões de certidões de nascimento e extratos bancários falsificados nos postos de passaporte brasileiros cresceram 18% nos primeiros cinco meses de 2026. A região da tríplice fronteira é também o corredor terrestre mais movimentado do Brasil para migração com destino aos EUA via América Central.
O novo MoU tem, portanto, um impacto direto na conformidade corporativa: multinacionais que transferem funcionários para os EUA devem esperar uma triagem mais rigorosa de cartas de emprego e comprovantes financeiros usados nas entrevistas consulares. Equipes internas de mobilidade são aconselhadas a auditar o fluxo documental e orientar os colaboradores sobre o aumento da fiscalização.
Empresas cujos trabalhadores estrangeiros entram no Brasil via Paraguai ou Bolívia também devem se preparar para uma inspeção mais detalhada dos carimbos de entrada e autorizações de residência quando esses funcionários solicitarem vistos americanos posteriormente.
Para as empresas de gestão de viagens, a principal consequência prática do acordo é a provável aceleração das Opiniões Consultivas de Segurança (SAOs) e, em algumas categorias sensíveis a fraudes, a possibilidade de processos administrativos adicionais. Profissionais de mobilidade devem, portanto, ampliar os prazos para casos de alto risco e criar margens de segurança nos cronogramas de deslocamento.
Fonte: Portal Tela
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