
Uma controvérsia política eclodiu em Wellington em 3 de julho de 2026, após o parceiro de coalizão New Zealand First exigir uma “salvaguarda de equilíbrio populacional” que limite os vistos de trabalho pós-estudo concedidos a estudantes indianos a 25% do total anual. A proposta surgiu poucos dias antes da visita oficial do primeiro-ministro indiano Narendra Modi e expôs fissuras na estratégia de imigração do governo. O vice-primeiro-ministro Winston Peters argumentou que a medida é necessária para evitar o “desvio do programa”, que supostamente resulta em uma super-representação de graduados indianos em empregos de baixa remuneração no setor de hospitalidade. A ministra da Educação, Erica Stanford (Partido Nacional), rejeitou a alegação, destacando que as universidades dependem desse grupo para uma receita anual de 1,2 bilhão de dólares e que restrições específicas poderiam violar compromissos comerciais de serviços. Entidades do setor de ambos os países reagiram rapidamente. A Universities NZ alertou para uma queda de 30% nas matrículas, enquanto a NASSCOM da Índia afirmou que parcerias de TI focadas em mobilidade seriam prejudicadas se os estudantes perdessem o caminho para empregos qualificados. Empresas de recrutamento acrescentaram que limitar os vistos de trabalho levaria talentos indianos a buscar oportunidades na Austrália e no Canadá, comprometendo a competitividade da Nova Zelândia em software e fintech. Autoridades em Nova Délhi classificaram a ideia como “uma imagem negativa” antes da viagem de Modi, mas evitaram ameaças de retaliação. Fontes indicam que o primeiro-ministro provavelmente abordará o tema em negociações bilaterais caso a proposta avance. Para as equipes de RH que gerenciam programas regionais de graduados, o episódio serve como um alerta para diversificar os canais de mobilidade. Até que a coalizão encontre uma posição unificada, os empregadores devem elaborar planos de contingência para os trainees na Nova Zelândia — potencialmente realocando-os para escritórios na Índia ou Austrália caso as permissões pós-estudo sejam restringidas.
Fonte: Manorama Online