
O maior festival de cerveja do mundo sempre atraiu um grande fluxo de visitantes, mas a edição deste ano da Wiesn está quebrando recordes também na aviação. A Lufthansa informou à mídia local em 27 de setembro que espera receber 1,7 milhão de passageiros no Aeroporto de Munique durante os 16 dias do evento — cerca de 10% a mais do que em 2025 e o maior volume da Oktoberfest na história da companhia. A demanda é puxada principalmente por mercados de longa distância: os Estados Unidos lideram as reservas, seguidos pela Itália e pelo Reino Unido. Para atender a essa demanda, a Lufthansa dobrou sua programação temporária para Londres-Stansted, com 23 voos extras, todos já esgotados. Serviços adicionais foram também adicionados de Boston, Nova York e Roma, e a companhia substituiu algumas aeronaves Airbus A320 por modelos de fuselagem larga A330 em voos intra-europeus para absorver a demanda de grupos. Para os gestores de mobilidade, esses números representam tanto uma oportunidade quanto um desafio. A disponibilidade de assentos em cabines premium para Munique está praticamente esgotada na última semana do festival, e as tarifas de hotéis na cidade ultrapassaram €500 por noite — mesmo em estabelecimentos de categoria média. Empresas que trazem executivos para reuniões de fornecedores automotivos e de alta tecnologia, próximas aos pavilhões de exposições em Riem, estão sendo aconselhadas a considerar rotas alternativas via Nuremberg ou até Memmingen, utilizando conexões ferroviárias para o trecho final. O fluxo recorde também está testando a capacidade do controle de fronteiras. A Polícia Estadual da Baviera realocou agentes de aeroportos regionais menos movimentados para Munique, a fim de manter as filas para passaportes de não-europeus abaixo do limite de 45 minutos previsto pelo código Schengen. Os picos nas primeiras horas da manhã continuam sendo o ponto crítico; as companhias aéreas recomendam que os passageiros cheguem com pelo menos três horas de antecedência do embarque. Olhando para o futuro, a Lufthansa sinalizou que pode solicitar slots permanentes no inverno para Londres-Stansted e Boston, caso a forte demanda ponto a ponto se mantenha — uma medida que poderia melhorar a conectividade durante todo o ano para as empresas sediadas em Munique.
Fonte: t-online Newsblog