
Áustria vai criar na próxima semana uma nova categoria de imigração especialmente destinada a cidadãos de países terceiros que vivem do outro lado da fronteira, mas trabalham para empregadores em distritos fronteiriços austríacos. Publicada em 26 de novembro de 2025, conforme alerta do escritório de advocacia citado abaixo, a medida institui uma autorização combinada de residência e trabalho chamada “Autorização de Residência – Trabalhador Transfronteiriço” (Aufenthaltstitel Grenzgänger). A nova regra entra em vigor em 1º de dezembro de 2025, com alterações no §20a da Lei de Estabelecimento e Residência (NAG).
Por que criar agora uma permissão para trabalhadores fronteiriços? As lacunas no mercado de trabalho nas regiões fronteiriças do oeste e sul aumentaram à medida que a economia austríaca pós-pandemia se aproxima do pleno emprego, e setores como construção, logística e turismo enfrentam escassez crônica de mão de obra. Até então, cidadãos não pertencentes à UE que moravam em países vizinhos, como Eslováquia ou Itália, precisavam solicitar os tradicionais Cartões Vermelho-Branco-Vermelho, mesmo retornando para casa todas as noites. Esses processos exigiam testes de mercado de trabalho para vagas em todo o país, comprovação de medidas de integração e salários mínimos mais altos — obrigações pouco práticas para quem faz deslocamentos diários.
A nova modalidade simplifica tudo significativamente. Os candidatos devem possuir um título de residência de longa duração (sem restrições) em um país que faça fronteira terrestre com a Áustria e manter sua residência principal lá. Também precisam de um contrato de trabalho vinculativo para atividades exercidas fisicamente em um distrito fronteiriço austríaco (ou nas cidades estatutárias de Innsbruck, Salzburgo, Klagenfurt ou Villach). O Serviço Público de Emprego (AMS) continuará emitindo um parecer sobre o mercado de trabalho, mas apenas para o distrito relevante, não para todo o país, acelerando a aprovação. Estudantes, trabalhadores sazonais e destacados estão excluídos dessa categoria.
O processamento será feito nos escritórios provinciais de imigração; a validade inicial é de até dois anos, com possibilidade de renovação por cinco anos. Dependentes continuam sujeitos às cotas regulares de reunificação familiar. Embora seja difícil prever o volume, o Ministério do Interior informou às entidades do setor que espera “vários milhares” de pedidos nos primeiros seis meses — especialmente de trabalhadores qualificados ucranianos e sérvios que se estabeleceram na Eslováquia e Eslovênia durante a guerra e já fazem deslocamentos informais.
Para os empregadores, a permissão traz três benefícios imediatos: início mais rápido das atividades, redução dos custos de deslocamento (sem pacote de realocação ou auxílio-moradia) e menor carga de conformidade, pois as contribuições para a seguridade social serão calculadas na Áustria apenas pelos dias efetivamente trabalhados no país. Gestores de mobilidade devem atualizar as instruções da folha de pagamento global, preparar contratos de trabalho modelo que façam referência à nova lei e orientar os trabalhadores sobre a cobertura de seguro durante as viagens transfronteiriças.
Por que criar agora uma permissão para trabalhadores fronteiriços? As lacunas no mercado de trabalho nas regiões fronteiriças do oeste e sul aumentaram à medida que a economia austríaca pós-pandemia se aproxima do pleno emprego, e setores como construção, logística e turismo enfrentam escassez crônica de mão de obra. Até então, cidadãos não pertencentes à UE que moravam em países vizinhos, como Eslováquia ou Itália, precisavam solicitar os tradicionais Cartões Vermelho-Branco-Vermelho, mesmo retornando para casa todas as noites. Esses processos exigiam testes de mercado de trabalho para vagas em todo o país, comprovação de medidas de integração e salários mínimos mais altos — obrigações pouco práticas para quem faz deslocamentos diários.
A nova modalidade simplifica tudo significativamente. Os candidatos devem possuir um título de residência de longa duração (sem restrições) em um país que faça fronteira terrestre com a Áustria e manter sua residência principal lá. Também precisam de um contrato de trabalho vinculativo para atividades exercidas fisicamente em um distrito fronteiriço austríaco (ou nas cidades estatutárias de Innsbruck, Salzburgo, Klagenfurt ou Villach). O Serviço Público de Emprego (AMS) continuará emitindo um parecer sobre o mercado de trabalho, mas apenas para o distrito relevante, não para todo o país, acelerando a aprovação. Estudantes, trabalhadores sazonais e destacados estão excluídos dessa categoria.
O processamento será feito nos escritórios provinciais de imigração; a validade inicial é de até dois anos, com possibilidade de renovação por cinco anos. Dependentes continuam sujeitos às cotas regulares de reunificação familiar. Embora seja difícil prever o volume, o Ministério do Interior informou às entidades do setor que espera “vários milhares” de pedidos nos primeiros seis meses — especialmente de trabalhadores qualificados ucranianos e sérvios que se estabeleceram na Eslováquia e Eslovênia durante a guerra e já fazem deslocamentos informais.
Para os empregadores, a permissão traz três benefícios imediatos: início mais rápido das atividades, redução dos custos de deslocamento (sem pacote de realocação ou auxílio-moradia) e menor carga de conformidade, pois as contribuições para a seguridade social serão calculadas na Áustria apenas pelos dias efetivamente trabalhados no país. Gestores de mobilidade devem atualizar as instruções da folha de pagamento global, preparar contratos de trabalho modelo que façam referência à nova lei e orientar os trabalhadores sobre a cobertura de seguro durante as viagens transfronteiriças.
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