
As duas rotas aéreas mais movimentadas do Brasil — São Paulo e Rio de Janeiro — enfrentaram uma onda de cancelamentos e atrasos em 20 de janeiro, causando transtornos em itinerários corporativos e conexões de carga justamente no início da temporada pós-verão.
De acordo com dados em tempo real compilados pela FlightAware e divulgados pelo Travel and Tour World, 135 voos sofreram atrasos e outros 12 foram cancelados nos aeroportos de Congonhas (CGH) e Galeão (GIG) entre 5h e 23h, horário local. A LATAM Brasil foi a mais afetada, cancelando 10 voos e atrasando 46, enquanto a GOL registrou 2 cancelamentos e 61 atrasos. Azul, Aerolíneas Argentinas, TAP Air Portugal, Avianca e Emirates também tiveram impactos nos seus horários.
Embora o fator imediato tenha sido o mau tempo — fortes pancadas de chuva à tarde reduziram a visibilidade e retardaram as operações em Congonhas — fontes aeroportuárias apontam dois fatores estruturais que agravaram a situação. Primeiro, Congonhas opera com 98% de ocupação dos slots após a inclusão de 86 novos slots diários em outubro de 2025; qualquer pequeno atraso se propaga rapidamente. Segundo, a reforma do telhado do terminal do Galeão reduziu a disponibilidade de portões nos horários de pico, obrigando aviões a aguardarem para estacionar e atrasando as manobras de retorno.
Para os gestores de mobilidade, as consequências são claras: viagens de um dia durante a semana entre os centros financeiro e petrolífero do país são rotina para executivos, e reuniões perdidas impactam cronogramas de projetos. Transportadoras de cargas, especialmente de autopeças críticas e medicamentos de alto valor transportados no porão, também relataram atrasos, com algumas remessas sendo redirecionadas durante a noite via Brasília.
As companhias aéreas isentaram as taxas de remarcação para os passageiros afetados, mas as empresas de gestão de viagens recomendam aos clientes corporativos que adicionem pelo menos quatro horas de margem em retornos no mesmo dia nesta semana e priorizem partidas no início da manhã, antes da formação típica de tempestades. A médio prazo, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) enfrenta novas pressões da IATA e da Associação Brasileira de Viagens Corporativas (ABRACORP) para acelerar a reforma da gestão de slots e reavaliar o ritmo de autorização de movimentos extras em aeroportos com capacidade limitada, como o CGH.
De acordo com dados em tempo real compilados pela FlightAware e divulgados pelo Travel and Tour World, 135 voos sofreram atrasos e outros 12 foram cancelados nos aeroportos de Congonhas (CGH) e Galeão (GIG) entre 5h e 23h, horário local. A LATAM Brasil foi a mais afetada, cancelando 10 voos e atrasando 46, enquanto a GOL registrou 2 cancelamentos e 61 atrasos. Azul, Aerolíneas Argentinas, TAP Air Portugal, Avianca e Emirates também tiveram impactos nos seus horários.
Embora o fator imediato tenha sido o mau tempo — fortes pancadas de chuva à tarde reduziram a visibilidade e retardaram as operações em Congonhas — fontes aeroportuárias apontam dois fatores estruturais que agravaram a situação. Primeiro, Congonhas opera com 98% de ocupação dos slots após a inclusão de 86 novos slots diários em outubro de 2025; qualquer pequeno atraso se propaga rapidamente. Segundo, a reforma do telhado do terminal do Galeão reduziu a disponibilidade de portões nos horários de pico, obrigando aviões a aguardarem para estacionar e atrasando as manobras de retorno.
Para os gestores de mobilidade, as consequências são claras: viagens de um dia durante a semana entre os centros financeiro e petrolífero do país são rotina para executivos, e reuniões perdidas impactam cronogramas de projetos. Transportadoras de cargas, especialmente de autopeças críticas e medicamentos de alto valor transportados no porão, também relataram atrasos, com algumas remessas sendo redirecionadas durante a noite via Brasília.
As companhias aéreas isentaram as taxas de remarcação para os passageiros afetados, mas as empresas de gestão de viagens recomendam aos clientes corporativos que adicionem pelo menos quatro horas de margem em retornos no mesmo dia nesta semana e priorizem partidas no início da manhã, antes da formação típica de tempestades. A médio prazo, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) enfrenta novas pressões da IATA e da Associação Brasileira de Viagens Corporativas (ABRACORP) para acelerar a reforma da gestão de slots e reavaliar o ritmo de autorização de movimentos extras em aeroportos com capacidade limitada, como o CGH.
Fonte: Travel and Tour World
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