
As Nações Unidas fizeram um apelo público a Londres e Paris para que suspendam o piloto de devoluções “um entra, um sai”, que está em vigor há um ano. Nesse programa, chegadas selecionadas de pequenas embarcações são detidas no Reino Unido e enviadas de volta à França, enquanto a França encaminha um número equivalente de casos para processamento na Grã-Bretanha.
Em uma carta de 20 páginas divulgada em 6 de fevereiro, sete relatores especiais da ONU e dois presidentes de grupos de trabalho detalham casos impactantes envolvendo sobreviventes de tortura, tráfico e guerra que foram detidos em centros de imigração no Reino Unido antes da deportação. Eles argumentam que o uso de capuzes, técnicas de contenção e a detenção de pessoas com tendências suicidas podem configurar tratamento cruel, desumano ou degradante, expondo ambos os governos a violações da Convenção da ONU contra a Tortura e da Convenção dos Refugiados.
Os especialistas também questionam as garantias legais do programa: os critérios de seleção para devolução parecem arbitrários; a França pode reencaminhar essas pessoas para outros países, aumentando o risco de refoulement; e crianças foram afetadas, apesar das garantias em contrário. A carta concede ao Reino Unido e à França 60 dias para explicarem como o piloto está em conformidade com o direito internacional.
Para gestores de mobilidade corporativa, o alerta indica possíveis novas ações judiciais e riscos à reputação. Empresas que transferem funcionários entre os dois países podem enfrentar protestos, interrupções em viagens ou danos à imagem caso voos de deportação sejam bloqueados por liminares. Se o programa for suspenso, políticos podem buscar outras medidas de dissuasão — como decisões mais rápidas de inadmissibilidade — que podem endurecer os controles de entrada e elevar os requisitos de documentação para todos os viajantes.
As equipes de RH devem informar os funcionários em relocação sobre possíveis atrasos nos portos do Canal da Mancha e se preparar para um debate público mais acalorado sobre migração na véspera do orçamento da primavera, quando novos investimentos em fronteiras podem ser anunciados. (theguardian.com)
Em uma carta de 20 páginas divulgada em 6 de fevereiro, sete relatores especiais da ONU e dois presidentes de grupos de trabalho detalham casos impactantes envolvendo sobreviventes de tortura, tráfico e guerra que foram detidos em centros de imigração no Reino Unido antes da deportação. Eles argumentam que o uso de capuzes, técnicas de contenção e a detenção de pessoas com tendências suicidas podem configurar tratamento cruel, desumano ou degradante, expondo ambos os governos a violações da Convenção da ONU contra a Tortura e da Convenção dos Refugiados.
Os especialistas também questionam as garantias legais do programa: os critérios de seleção para devolução parecem arbitrários; a França pode reencaminhar essas pessoas para outros países, aumentando o risco de refoulement; e crianças foram afetadas, apesar das garantias em contrário. A carta concede ao Reino Unido e à França 60 dias para explicarem como o piloto está em conformidade com o direito internacional.
Para gestores de mobilidade corporativa, o alerta indica possíveis novas ações judiciais e riscos à reputação. Empresas que transferem funcionários entre os dois países podem enfrentar protestos, interrupções em viagens ou danos à imagem caso voos de deportação sejam bloqueados por liminares. Se o programa for suspenso, políticos podem buscar outras medidas de dissuasão — como decisões mais rápidas de inadmissibilidade — que podem endurecer os controles de entrada e elevar os requisitos de documentação para todos os viajantes.
As equipes de RH devem informar os funcionários em relocação sobre possíveis atrasos nos portos do Canal da Mancha e se preparar para um debate público mais acalorado sobre migração na véspera do orçamento da primavera, quando novos investimentos em fronteiras podem ser anunciados. (theguardian.com)
Fonte: The Guardian
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