
A Brussels Airlines registrou um prejuízo ajustado de €55 milhões no EBIT no primeiro trimestre de 2026 — uma deterioração modesta em relação ao ano anterior, mas os detalhes são importantes para os gestores de mobilidade global. A capacidade aumentou 11%, com 1,9 milhão de passageiros transportados, porém a companhia atribuiu a alta dos preços do combustível em meados de março, ligada às tensões no Oriente Médio, à perda dos ganhos do início do ano. Durante a teleconferência com investidores ontem, foi informado que a companhia vai “reajustar” sua malha europeia para o período de junho a agosto, realocando aeronaves de curta distância para rotas africanas de maior rentabilidade, caso as restrições no fornecimento de petróleo persistam. Viajantes para cidades secundárias da Bélgica devem esperar frequências reduzidas e tarifas mais altas nas rotas tradicionalmente populares entre Bruxelas e Milão, Berlim e Birmingham. A gestão também confirmou que os planos de contingência incluem o wet-lease de capacidade com parceiros do Grupo Lufthansa em curto prazo e — crucial para as equipes de mobilidade — possíveis rebaixamentos de classe de cabine em rotas consideradas “sensíveis para o comércio, mas não estratégicas”. Os responsáveis pelas políticas de viagem devem revisar as classes de reserva e garantir que os viajantes entendam que rebaixamentos involuntários serão reembolsados apenas dentro dos parâmetros da política corporativa. Por outro lado, a Brussels Airlines reafirmou seu compromisso com a renovação da cabine New Premium para voos de longa distância, prevista para começar neste outono, e manterá os acordos de acesso às salas VIP corporativas, mesmo que a expansão da rede africana ocorra às custas das frequências europeias. A mensagem para os colaboradores globalmente móveis é clara: garantam seus assentos com antecedência, incluam a volatilidade do combustível nos orçamentos e acompanhem as atualizações da malha semanalmente.
Fonte: Aviation24.be