
A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, do Irã, anunciou em 11 de junho o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e praticamente toda a navegação comercial para os portos de Jebel Ali e Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos — “até novo aviso”, após ordens da Guarda Revolucionária Islâmica durante a noite. Embora nenhuma embarcação com bandeira dos Emirados tenha sido detida até o momento, agentes portuários em Dubai e Fujairah orientaram os capitães a permanecerem fora do esquema de separação de tráfego e aguardarem instruções para rotas alternativas. Emirates e Etihad informaram que suas rotas de voo permanecem inalteradas por enquanto, mas aumentaram as reservas de combustível para contingências. Para multinacionais com programas regionais de mobilidade, a preocupação imediata são os atrasos na cadeia de suprimentos, afetando o envio de bens domésticos e entregas de peças críticas. Especialistas em realocação recomendam priorizar o transporte aéreo para cargas de alto valor e prever acréscimos no seguro para cargas marítimas desviadas pelo Cabo da Boa Esperança. O fluxo de viajantes a negócios também pode ser impactado. Um fechamento prolongado obrigaria as companhias aéreas do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) a estender os tempos de voo nas rotas Ásia-Europa que evitam o espaço aéreo iraniano, elevando custos e desorganizando cronogramas rigorosos de rotação de equipes de projetos. Caso o bloqueio dure mais que alguns dias, especialistas esperam que os Emirados ativem canais alfandegários rápidos no Porto Khalifa e ampliem a capacidade do corredor ferroviário Etihad Rail, que liga Abu Dhabi à Arábia Saudita. Gestores de mobilidade devem acompanhar os avisos diariamente e preparar rotas alternativas para colaboradores em trânsito e cargas urgentes.
Fonte: L’Orient Today (AFP)