
Novas estatísticas do governo irlandês indicam que até nove em cada dez pessoas que solicitaram asilo na República no ano passado entraram na ilha inicialmente pela Irlanda do Norte — reacendendo tensões políticas em torno da Área Comum de Viagem (CTA) com o Reino Unido. Os dados, publicados pelo The Guardian, mostram que 18.500 dos 20.600 pedidos de asilo registrados em 2025 teriam chegado a Belfast por ferry ou avião antes de seguir para o sul, cruzando a fronteira invisível. O Ministério do Interior do Reino Unido informou ter detido mais de 900 “infratores de imigração” que tentaram a rota inversa para a Grã-Bretanha no mesmo período, evidenciando o uso indevido da zona de livre circulação em ambas as direções.
Sob a CTA, cidadãos britânicos e irlandeses podem viajar por terra sem passaporte, mas nacionais de terceiros países não têm direito legal de cruzar a fronteira sem autorização. Ministros irlandeses avaliam agora a possibilidade de realizar inspeções de imigração em ônibus que saem da Irlanda do Norte com destino a Dublin — medida que já enfrenta críticas de grupos de direitos civis e entidades do turismo norte-irlandês. Em Westminster, parlamentares do Comitê de Assuntos da Irlanda do Norte pedem orientações mais claras do Ministério do Interior para empregadores sobre verificações de direito ao trabalho ao contratar funcionários que possam ter entrado no Reino Unido pela fronteira terrestre.
Para empresas multinacionais com cadeias de suprimentos em toda a Irlanda, o desafio é prático: motoristas de transporte rodoviário que transportem passageiros sem documentação podem ter seus veículos apreendidos sob penalidades para entrada clandestina no Reino Unido, enquanto funcionários deslocados para locais na República da Irlanda via Belfast devem portar comprovação de autorização de trabalho irlandesa. Gestores de mobilidade também devem estar atentos a possíveis verificações de identidade em serviços de trem Enterprise entre Belfast e Dublin, o que pode aumentar o tempo das viagens.
O episódio evidencia a fragilidade geopolítica de uma fronteira aberta que sustenta o Acordo da Sexta-Feira Santa — um lembrete de que a política de mobilidade humana continua sendo um ponto sensível mesmo após o Acordo de Windsor pós-Brexit.
Sob a CTA, cidadãos britânicos e irlandeses podem viajar por terra sem passaporte, mas nacionais de terceiros países não têm direito legal de cruzar a fronteira sem autorização. Ministros irlandeses avaliam agora a possibilidade de realizar inspeções de imigração em ônibus que saem da Irlanda do Norte com destino a Dublin — medida que já enfrenta críticas de grupos de direitos civis e entidades do turismo norte-irlandês. Em Westminster, parlamentares do Comitê de Assuntos da Irlanda do Norte pedem orientações mais claras do Ministério do Interior para empregadores sobre verificações de direito ao trabalho ao contratar funcionários que possam ter entrado no Reino Unido pela fronteira terrestre.
Para empresas multinacionais com cadeias de suprimentos em toda a Irlanda, o desafio é prático: motoristas de transporte rodoviário que transportem passageiros sem documentação podem ter seus veículos apreendidos sob penalidades para entrada clandestina no Reino Unido, enquanto funcionários deslocados para locais na República da Irlanda via Belfast devem portar comprovação de autorização de trabalho irlandesa. Gestores de mobilidade também devem estar atentos a possíveis verificações de identidade em serviços de trem Enterprise entre Belfast e Dublin, o que pode aumentar o tempo das viagens.
O episódio evidencia a fragilidade geopolítica de uma fronteira aberta que sustenta o Acordo da Sexta-Feira Santa — um lembrete de que a política de mobilidade humana continua sendo um ponto sensível mesmo após o Acordo de Windsor pós-Brexit.
Fonte: The Guardian
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