
Espanha registrou 10.701 chegadas irregulares entre 1º de janeiro e 15 de junho de 2026, uma queda de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo relatório quinzenal do Ministério do Interior publicado em 16 de junho. As chegadas marítimas caíram quase 49%, impulsionadas por uma redução de 71% nos desembarques nas Ilhas Canárias, tradicionalmente a principal porta de entrada. Os dados confirmam uma tendência atribuída pelas autoridades ao reforço das patrulhas com Senegal e Mauritânia, decisões de asilo mais rápidas e aumento das devoluções sob acordos bilaterais. Por outro lado, as travessias terrestres para Ceuta e Melilla mais que triplicaram, chegando a 2.586, refletindo a mudança das rotas ao longo da fronteira terrestre do Mediterrâneo Ocidental. Para gestores de segurança corporativa, esses números são importantes, pois a redução do tráfego marítimo alivia a pressão sobre os centros de acolhimento próximos a portos e aeroportos, diminuindo as filas de processamento que às vezes atrasam as deportações de trabalhadores com permanência irregular. No entanto, empregadores que atuam no polo logístico de Ceuta devem se preparar para fiscalizações mais rigorosas, à medida que as autoridades respondem ao aumento das entradas terrestres. ONGs alertam que a queda geral esconde partidas perigosas da Argélia diretamente para as Ilhas Baleares — as chegadas lá caíram apenas 4% em relação ao ano anterior — e pedem a Madri que não relaxe a capacidade de busca e resgate. O ministério planeja realocar embarcações de patrulha das Canárias para o Estreito de Gibraltar antes da alta temporada de verão. Seguradoras de viagens corporativas podem ver prêmios menores para rotas pelo Atlântico, mas devem ficar atentas às cláusulas de força maior caso ocorram fechamentos de portos relacionados a migrantes no corredor do Estreito.
Fonte: Europa Press