
Em uma votação que encerrou dois anos de negociações intensas, os membros do Parlamento Europeu reunidos em Estrasburgo em 18 de junho de 2026 deram a aprovação final ao Regulamento sobre o Retorno de Migrantes Irregulares – o ponto mais controverso do novo Pacto de Migração e Asilo da UE. O texto foi aprovado por 398 votos a favor, 171 contra e 42 abstenções, desencadeando imediatamente repercussões políticas em Paris, onde o ministério do interior deve agora implementar as medidas na prática administrativa francesa em até 12 meses.
O regulamento harmoniza os procedimentos de retorno nos 27 países membros, obrigando os nacionais de países terceiros que receberam ordem de retorno a cooperar com as autoridades e permitindo a detenção administrativa por até 24 meses – prorrogável em certas circunstâncias. Também cria a possibilidade de “centros de retorno” geridos pela UE em países parceiros fora da União.
O eurodeputado francês de centro-direita François-Xavier Bellamy, relator-chave, saudou a votação como “a ferramenta que faltava para restaurar a credibilidade das fronteiras europeias”, enquanto deputados de esquerda franceses e alemães saíram da sessão após um grupo de parlamentares de extrema-direita entoar o grito “Mandem-nos de volta”. A Anistia Internacional França condenou o pacote como “um buraco negro para os direitos humanos”.
Para a França, as novas regras se alinham ao Decreto 2026-454 de 6 de junho de 2026, que já alterou o Código de Entrada e Estadia de Estrangeiros (CESEDA) para adequar a legislação nacional ao Pacto mais amplo. Autoridades do ministério do interior informaram ao Le Monde que as prefeituras vão pilotar, neste outono, um processo acelerado de análise de casos de retorno na Île-de-France e Provence-Alpes-Côte d’Azur, regiões que respondem por 43% das ordens anuais de expulsão na França. Também confirmaram que o país buscará apoio da Frontex para operar uma célula piloto de coordenação de retornos no aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle.
Equipes de mobilidade corporativa veem riscos e oportunidades. Por um lado, cláusulas mais rigorosas sobre detenção e cooperação documental podem reduzir a tolerância para visitantes de negócios de longa duração que ultrapassem o status de curta estadia no espaço Schengen e se tornem irregulares. Por outro, um modelo único europeu para decisões de retorno pode simplificar auditorias de conformidade em operações multinacionais.
Empregadores globais são aconselhados a reforçar sistemas de monitoramento de saída, garantir que notificações de trabalhadores destacados sejam retiradas imediatamente após o fim das missões e orientar os funcionários em viagem sobre o aumento da fiscalização policial nas fronteiras, que deve entrar em vigor em meados de 2027, após a finalização das diretrizes operacionais.
ONGs francesas já sinalizaram que vão contestar o limite de 24 meses para detenção perante o Conselho de Estado, argumentando que viola princípios constitucionais de proporcionalidade. Independentemente do sucesso dessas contestações, o debate político que antecede a eleição presidencial francesa de 2027 ocorrerá em um contexto de um quadro europeu que prioriza remoções rápidas – um cenário que os gestores de mobilidade não podem ignorar.
O regulamento harmoniza os procedimentos de retorno nos 27 países membros, obrigando os nacionais de países terceiros que receberam ordem de retorno a cooperar com as autoridades e permitindo a detenção administrativa por até 24 meses – prorrogável em certas circunstâncias. Também cria a possibilidade de “centros de retorno” geridos pela UE em países parceiros fora da União.
O eurodeputado francês de centro-direita François-Xavier Bellamy, relator-chave, saudou a votação como “a ferramenta que faltava para restaurar a credibilidade das fronteiras europeias”, enquanto deputados de esquerda franceses e alemães saíram da sessão após um grupo de parlamentares de extrema-direita entoar o grito “Mandem-nos de volta”. A Anistia Internacional França condenou o pacote como “um buraco negro para os direitos humanos”.
Para a França, as novas regras se alinham ao Decreto 2026-454 de 6 de junho de 2026, que já alterou o Código de Entrada e Estadia de Estrangeiros (CESEDA) para adequar a legislação nacional ao Pacto mais amplo. Autoridades do ministério do interior informaram ao Le Monde que as prefeituras vão pilotar, neste outono, um processo acelerado de análise de casos de retorno na Île-de-France e Provence-Alpes-Côte d’Azur, regiões que respondem por 43% das ordens anuais de expulsão na França. Também confirmaram que o país buscará apoio da Frontex para operar uma célula piloto de coordenação de retornos no aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle.
Equipes de mobilidade corporativa veem riscos e oportunidades. Por um lado, cláusulas mais rigorosas sobre detenção e cooperação documental podem reduzir a tolerância para visitantes de negócios de longa duração que ultrapassem o status de curta estadia no espaço Schengen e se tornem irregulares. Por outro, um modelo único europeu para decisões de retorno pode simplificar auditorias de conformidade em operações multinacionais.
Empregadores globais são aconselhados a reforçar sistemas de monitoramento de saída, garantir que notificações de trabalhadores destacados sejam retiradas imediatamente após o fim das missões e orientar os funcionários em viagem sobre o aumento da fiscalização policial nas fronteiras, que deve entrar em vigor em meados de 2027, após a finalização das diretrizes operacionais.
ONGs francesas já sinalizaram que vão contestar o limite de 24 meses para detenção perante o Conselho de Estado, argumentando que viola princípios constitucionais de proporcionalidade. Independentemente do sucesso dessas contestações, o debate político que antecede a eleição presidencial francesa de 2027 ocorrerá em um contexto de um quadro europeu que prioriza remoções rápidas – um cenário que os gestores de mobilidade não podem ignorar.
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