
Em uma entrevista franca à rádio em 8 de julho, o novo Comissário Federal da Polícia da Alemanha, Uli Grötsch, criticou os controles temporários em vigor nas fronteiras com a Áustria, República Tcheca e Polônia, classificando-os como “um enorme fardo logístico e humano” para os agentes. Grötsch destacou que, desde a reintrodução dos controles em 2024, mais de 4.000 turnos extras têm sido necessários a cada mês, sobrecarregando recursos que também são essenciais para a segurança nos aeroportos e a proteção de instituições judaicas. Enquanto o Ministério do Interior defende a medida como necessária para conter a migração irregular, o Comissário pediu aos legisladores que avaliem os ganhos marginais em comparação com a pressão operacional e o custo anual de 70 milhões de euros. Os setores ligados a viagens de negócios também demonstram preocupação. Operadoras de ônibus na rota Munique–Salzburgo relatam atrasos de até 50 minutos quando as fiscalizações coincidem com o pico do tráfego turístico, dificultando o planejamento das escalas e aumentando as despesas com horas extras. Uma diretora de RH de Munique disse ao Tagesschau que sua empresa agora direciona os trabalhadores austríacos por pontos de passagem menos utilizados para evitar atrasos. O Bundestag deve retomar a discussão após o recesso de verão, quando a UE divulgará novas diretrizes sobre o uso proporcional dos controles internos no espaço Schengen.
Fonte: Tagesschau