
Viajantes que transitavam pelo corredor aéreo mais movimentado do Brasil enfrentaram um início inesperadamente turbulento na temporada de férias de inverno, nos dias 16 e 17 de julho, quando uma série de problemas operacionais causou 204 atrasos e 45 cancelamentos em São Paulo, Rio de Janeiro e outros quatro aeroportos estratégicos. Dados em tempo real compilados pelo rastreador independente FlightAware e reportados pelo Nomad Lawyer mostram que o aeroporto de São Paulo-Guarulhos (GRU) registrou sozinho 113 voos atrasados, enquanto o aeroporto de Congonhas (CGH), no centro da cidade, cancelou 15 voos de alta frequência.
As companhias aéreas foram impactadas de forma desigual. A LATAM Brasil sofreu o maior impacto absoluto, com 76 atrasos e 11 cancelamentos — cerca de 9% de sua programação diária — seguida pela GOL (57 atrasos/9 cancelamentos) e Azul (47 atrasos, sem cancelamentos). A subsidiária menor Azul Conecta teve uma taxa de cancelamento de 10%, devido a rotações apertadas de tripulação e um número limitado de aeronaves reservas, deixando pouca margem de manobra.
Fontes do setor atribuem o problema a uma combinação de condições climáticas adversas no Sudeste, limitações na capacidade das pistas em GRU e pausas obrigatórias negociadas com sindicatos para o tempo de trabalho das tripulações, que se acumularam na noite de quinta-feira e repercutiram nas partidas da manhã de sexta-feira.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a situação é um alerta sobre a alta centralização da malha aérea brasileira. Um incidente em GRU rapidamente afeta cidades secundárias como Belo Horizonte, Curitiba e Vitória, aumentando o risco de conexões perdidas para expatriados e viajantes a negócios com itinerários curtos.
Segundo a Resolução 400 da ANAC, as companhias aéreas devem fornecer alimentação após duas horas de espera, acomodação em hotel após quatro horas e permitir remarcação gratuita — inclusive em companhias concorrentes — quando os atrasos ultrapassam esse limite. Empresas com grande volume de viajantes devem garantir que os passageiros mantenham seus cartões de embarque digitais e obtenham declarações escritas de atraso no portão, documentos essenciais para futuras reivindicações de compensação.
Olhando para o futuro, fiscais da ANAC informaram à imprensa local que abrirão uma investigação na próxima semana para apurar se as companhias programaram tempos de conexão “excessivamente otimistas” durante o pico da temporada. Caso sejam identificadas falhas sistêmicas, multas podem chegar a R$ 200 mil por ocorrência — custos que, no fim, impactam os preços das passagens e os orçamentos de viagens corporativas.
Enquanto isso, especialistas recomendam adicionar uma margem extra de três horas para conexões em GRU e CGH pelos próximos dez dias, enquanto as companhias realocam aeronaves e tripulações. O mercado aéreo brasileiro já voltou a registrar 140 milhões de viagens anuais — cerca de 93% do volume pré-pandemia — o que significa que até pequenos choques operacionais podem se agravar rapidamente.
Até que a capacidade estrutural dos aeroportos de São Paulo seja ampliada, gestores de viagens podem considerar roteiros alternativos por Brasília ou Recife, que mantiveram operações normais durante o período de interrupção.
As companhias aéreas foram impactadas de forma desigual. A LATAM Brasil sofreu o maior impacto absoluto, com 76 atrasos e 11 cancelamentos — cerca de 9% de sua programação diária — seguida pela GOL (57 atrasos/9 cancelamentos) e Azul (47 atrasos, sem cancelamentos). A subsidiária menor Azul Conecta teve uma taxa de cancelamento de 10%, devido a rotações apertadas de tripulação e um número limitado de aeronaves reservas, deixando pouca margem de manobra.
Fontes do setor atribuem o problema a uma combinação de condições climáticas adversas no Sudeste, limitações na capacidade das pistas em GRU e pausas obrigatórias negociadas com sindicatos para o tempo de trabalho das tripulações, que se acumularam na noite de quinta-feira e repercutiram nas partidas da manhã de sexta-feira.
Para os gestores de mobilidade corporativa, a situação é um alerta sobre a alta centralização da malha aérea brasileira. Um incidente em GRU rapidamente afeta cidades secundárias como Belo Horizonte, Curitiba e Vitória, aumentando o risco de conexões perdidas para expatriados e viajantes a negócios com itinerários curtos.
Segundo a Resolução 400 da ANAC, as companhias aéreas devem fornecer alimentação após duas horas de espera, acomodação em hotel após quatro horas e permitir remarcação gratuita — inclusive em companhias concorrentes — quando os atrasos ultrapassam esse limite. Empresas com grande volume de viajantes devem garantir que os passageiros mantenham seus cartões de embarque digitais e obtenham declarações escritas de atraso no portão, documentos essenciais para futuras reivindicações de compensação.
Olhando para o futuro, fiscais da ANAC informaram à imprensa local que abrirão uma investigação na próxima semana para apurar se as companhias programaram tempos de conexão “excessivamente otimistas” durante o pico da temporada. Caso sejam identificadas falhas sistêmicas, multas podem chegar a R$ 200 mil por ocorrência — custos que, no fim, impactam os preços das passagens e os orçamentos de viagens corporativas.
Enquanto isso, especialistas recomendam adicionar uma margem extra de três horas para conexões em GRU e CGH pelos próximos dez dias, enquanto as companhias realocam aeronaves e tripulações. O mercado aéreo brasileiro já voltou a registrar 140 milhões de viagens anuais — cerca de 93% do volume pré-pandemia — o que significa que até pequenos choques operacionais podem se agravar rapidamente.
Até que a capacidade estrutural dos aeroportos de São Paulo seja ampliada, gestores de viagens podem considerar roteiros alternativos por Brasília ou Recife, que mantiveram operações normais durante o período de interrupção.
Fonte: Nomad Lawyer