
Em 30 de julho de 2026, a Câmara dos Deputados da República Tcheca (Poslanecká sněmovna) atualizou o status do Projeto de Lei do Governo nº 144 – a proposta de Lei sobre a Entrada e Residência de Estrangeiros – marcando a última etapa processual antes da votação em terceira leitura. Segundo o site parlamentar, o projeto já passou pela análise das comissões, todas as emendas foram consolidadas na versão Impressa 144/2, e o tema está agora na pauta da atual sessão plenária (27ª) para aprovação final.
A proposta representa a primeira revisão abrangente da legislação de imigração tcheca desde a Lei dos Estrangeiros de 1999. Ela reúne reformas impulsionadas pela UE — como a revisão do Código de Fronteiras de Schengen em 2024, novos padrões biométricos e o futuro Sistema de Entrada/Saída (EES) — com prioridades nacionais, sobretudo a digitalização completa da gestão dos processos migratórios.
Um novo portal online seguro será o canal exclusivo para a maioria das solicitações e notificações, enquanto o Ministério do Interior ganhará autoridade para emitir decisões eletrônicas. Empregadores, universidades e institutos de pesquisa poderão atuar como “garantes”, enviando documentos verificados diretamente ao portal para agilizar o processamento e combater fraudes documentais.
Para a imigração empresarial, o projeto promete prazos mais curtos e acordos de nível de serviço mais claros. O processamento padrão de pedidos de cartão de empregado cairia de 60 para 45 dias, e candidatos altamente qualificados, por meio dos programas governamentais “Pessoal-Chave e Científico” ou “Empregado Qualificado”, poderiam ter decisões em até 20 dias.
O projeto também elimina a polêmica obrigação de residentes de longa duração trocarem seus cartões biométricos a cada cinco anos, sincronizando a validade dos cartões com a duração da autorização de trabalho e reduzindo a burocracia para multinacionais que transferem funcionários para a República Tcheca.
Outra mudança importante é o registro obrigatório para cidadãos da UE que permaneçam no país por mais de 90 dias. Embora os nacionais da UE tenham desfrutado até agora de uma instalação de fato sem visto, o Ministério do Interior argumenta que um registro simplificado fornecerá aos municípios dados precisos sobre necessidades de saúde e educação, sem restringir a livre circulação. Os municípios terão acesso em tempo real a estatísticas anonimizadas, auxiliando no planejamento de aulas em inglês e outros serviços de integração.
Se a Câmara aprovar o projeto em terceira leitura, ele seguirá para o Senado no início de setembro. O governo solicitou eficácia escalonada: o portal digital entraria em operação em 1º de julho de 2027, enquanto disposições mais simples — como o aumento do horário de atendimento nas embaixadas — passariam a valer em 1º de janeiro de 2027.
Empresas que frequentemente transferem funcionários para a República Tcheca são aconselhadas a começar a mapear seus sistemas internos de RH em relação aos novos fluxos eletrônicos e a prever orçamento para requisitos adicionais de procuração vinculados ao modelo de garantias. Consultores de imigração esperam diretrizes transitórias para este outono; contudo, com as eleições parlamentares previstas para 2027, observadores destacam que a aprovação rápida agora é crucial para evitar um vácuo legislativo no próximo ano.
A proposta representa a primeira revisão abrangente da legislação de imigração tcheca desde a Lei dos Estrangeiros de 1999. Ela reúne reformas impulsionadas pela UE — como a revisão do Código de Fronteiras de Schengen em 2024, novos padrões biométricos e o futuro Sistema de Entrada/Saída (EES) — com prioridades nacionais, sobretudo a digitalização completa da gestão dos processos migratórios.
Um novo portal online seguro será o canal exclusivo para a maioria das solicitações e notificações, enquanto o Ministério do Interior ganhará autoridade para emitir decisões eletrônicas. Empregadores, universidades e institutos de pesquisa poderão atuar como “garantes”, enviando documentos verificados diretamente ao portal para agilizar o processamento e combater fraudes documentais.
Para a imigração empresarial, o projeto promete prazos mais curtos e acordos de nível de serviço mais claros. O processamento padrão de pedidos de cartão de empregado cairia de 60 para 45 dias, e candidatos altamente qualificados, por meio dos programas governamentais “Pessoal-Chave e Científico” ou “Empregado Qualificado”, poderiam ter decisões em até 20 dias.
O projeto também elimina a polêmica obrigação de residentes de longa duração trocarem seus cartões biométricos a cada cinco anos, sincronizando a validade dos cartões com a duração da autorização de trabalho e reduzindo a burocracia para multinacionais que transferem funcionários para a República Tcheca.
Outra mudança importante é o registro obrigatório para cidadãos da UE que permaneçam no país por mais de 90 dias. Embora os nacionais da UE tenham desfrutado até agora de uma instalação de fato sem visto, o Ministério do Interior argumenta que um registro simplificado fornecerá aos municípios dados precisos sobre necessidades de saúde e educação, sem restringir a livre circulação. Os municípios terão acesso em tempo real a estatísticas anonimizadas, auxiliando no planejamento de aulas em inglês e outros serviços de integração.
Se a Câmara aprovar o projeto em terceira leitura, ele seguirá para o Senado no início de setembro. O governo solicitou eficácia escalonada: o portal digital entraria em operação em 1º de julho de 2027, enquanto disposições mais simples — como o aumento do horário de atendimento nas embaixadas — passariam a valer em 1º de janeiro de 2027.
Empresas que frequentemente transferem funcionários para a República Tcheca são aconselhadas a começar a mapear seus sistemas internos de RH em relação aos novos fluxos eletrônicos e a prever orçamento para requisitos adicionais de procuração vinculados ao modelo de garantias. Consultores de imigração esperam diretrizes transitórias para este outono; contudo, com as eleições parlamentares previstas para 2027, observadores destacam que a aprovação rápida agora é crucial para evitar um vácuo legislativo no próximo ano.