
Um dia após a entrada em vigor do “Regulamento sobre Administração de Entrada e Saída” da China, composto por 19 artigos (Decreto nº 841 do Conselho de Estado), a Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório contundente classificando a medida como um ataque direto ao direito internacionalmente protegido de deixar o próprio país. O decreto, válido a partir de 15 de setembro de 2026, permite que as autoridades de imigração impeçam cidadãos chineses — e, em certas circunstâncias, residentes estrangeiros — de sair do país por motivos amplamente definidos de segurança nacional, segurança industrial ou proteção tecnológica.
A HRW destaca que o Artigo 4 autoriza proibições de até três anos para cidadãos que cometam “atividades ilegais ou criminosas no exterior”, sem especificar quais, enquanto uma cláusula separada permite proibições ilimitadas e sem prazo para aqueles suspeitos de violar controles de exportação. As autoridades também podem deixar de fornecer notificações por escrito “quando a segurança nacional estiver em risco”, eliminando qualquer possibilidade prática de recurso.
Para empregadores multinacionais, a preocupação imediata é o risco de que funcionários-chave, especialmente os que atuam em tecnologias sensíveis, sejam impedidos de viajar com pouco aviso prévio. Maya Wang, vice-diretora para a Ásia da HRW, recomendou que as empresas revisem seus protocolos de cuidado e planos de contingência para projetos que exigem deslocamento internacional, alertando que “todos, inclusive estrangeiros, devem se preocupar com sua capacidade de deixar a China”.
A organização aponta para um padrão crescente de proibições de saída contra ativistas de direitos humanos e executivos desde 2019, mas afirma que o novo regulamento “integra ainda mais as decisões de imigração ao amplo arsenal de segurança nacional da China”, conferindo aos departamentos administrativos uma discricionariedade sem precedentes. A HRW pede que Pequim altere o decreto e que governos estrangeiros levem o tema a diálogos bilaterais.
As implicações práticas para gestores de mobilidade global incluem: revisar seguros de evacuação de emergência, atualizar políticas de segundo passaporte para nacionais com dupla cidadania e testar a robustez dos planos de deslocamento que dependem de funcionários chineses viajando para centros regionais como Singapura ou Hong Kong. Consultores jurídicos também recomendam auditar se algum funcionário atual se enquadra em perfis de risco de controle de exportação que possam desencadear uma proibição de saída conforme o Artigo 4.
A HRW destaca que o Artigo 4 autoriza proibições de até três anos para cidadãos que cometam “atividades ilegais ou criminosas no exterior”, sem especificar quais, enquanto uma cláusula separada permite proibições ilimitadas e sem prazo para aqueles suspeitos de violar controles de exportação. As autoridades também podem deixar de fornecer notificações por escrito “quando a segurança nacional estiver em risco”, eliminando qualquer possibilidade prática de recurso.
Para empregadores multinacionais, a preocupação imediata é o risco de que funcionários-chave, especialmente os que atuam em tecnologias sensíveis, sejam impedidos de viajar com pouco aviso prévio. Maya Wang, vice-diretora para a Ásia da HRW, recomendou que as empresas revisem seus protocolos de cuidado e planos de contingência para projetos que exigem deslocamento internacional, alertando que “todos, inclusive estrangeiros, devem se preocupar com sua capacidade de deixar a China”.
A organização aponta para um padrão crescente de proibições de saída contra ativistas de direitos humanos e executivos desde 2019, mas afirma que o novo regulamento “integra ainda mais as decisões de imigração ao amplo arsenal de segurança nacional da China”, conferindo aos departamentos administrativos uma discricionariedade sem precedentes. A HRW pede que Pequim altere o decreto e que governos estrangeiros levem o tema a diálogos bilaterais.
As implicações práticas para gestores de mobilidade global incluem: revisar seguros de evacuação de emergência, atualizar políticas de segundo passaporte para nacionais com dupla cidadania e testar a robustez dos planos de deslocamento que dependem de funcionários chineses viajando para centros regionais como Singapura ou Hong Kong. Consultores jurídicos também recomendam auditar se algum funcionário atual se enquadra em perfis de risco de controle de exportação que possam desencadear uma proibição de saída conforme o Artigo 4.
Fonte: Human Rights Watch
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