
O Bundestag aprovou a Lei Federal de Conformidade com Acordos Coletivos, que exige que empresas que ganhem contratos públicos federais acima de €50.000 comprovem o pagamento de seus funcionários conforme os acordos coletivos setoriais. Embora a legislação tenha como foco combater a redução salarial na construção civil e serviços domésticos, prestadores de serviços internacionais interessados em licitações de infraestrutura na Alemanha também serão abrangidos. Segundo a lei — aprovada em 26 de fevereiro —, empreiteiros estrangeiros e agências de trabalho temporário devem apresentar uma declaração garantindo que os trabalhadores destacados recebam o mesmo salário mínimo, direitos a férias e períodos de descanso previstos nos acordos coletivos alemães. O descumprimento pode resultar em rescisão contratual, multas e exclusão de licitações federais por até três anos. A ministra do Trabalho, Bärbel Bas, afirmou que a medida protege a concorrência justa e evita que recursos públicos financiem mão de obra sub-remunerada. Entidades do setor alertam que o ônus administrativo pode desestimular pequenos subcontratados da UE, especialmente em nichos especializados de engenharia, onde os acordos coletivos são complexos e variam regionalmente. Equipes de mobilidade global que transferem funcionários para projetos na Alemanha devem revisar as tabelas salariais conforme o ‘Branchentarifvertrag’ aplicável e garantir que adicionais por dias de viagem, horas extras e plantões estejam em conformidade com os padrões alemães. Consultores de imigração destacam que irregularidades detectadas em fiscalizações podem comprometer a renovação de autorizações de residência para trabalhadores não pertencentes à UE. A lei entrará em vigor 90 dias após sua publicação, dando às empresas multinacionais um curto prazo para ajustar a documentação de conformidade, sistemas de folha de pagamento e notificações de trabalhadores destacados às novas regras.