
Das 21h do dia 27 de fevereiro até às 20h59 do dia 28 de fevereiro, os sindicatos CUB Trasporti e SGB realizaram uma greve de 24 horas em todo o setor ferroviário da Itália, com a adesão dos funcionários de solo dos aeroportos de Milão Malpensa e Linate, após uma paralisação anterior na aviação em 26 de fevereiro. O aviso oficial da Trenord alertou os passageiros de que os serviços regionais, suburbanos, de longa distância e o Malpensa Express poderiam ser cancelados fora dos chamados “períodos de garantia” legalmente protegidos. A mídia nacional confirmou posteriormente o cancelamento de pelo menos dois serviços de alta velocidade Frecciarossa e atrasos significativos em toda a rede. O site PMI.it estimou que a ação conjunta no transporte ferroviário e aéreo afetou mais de 280 mil viagens e causou um prejuízo de 42 milhões de euros para as empresas, devido à perda de produtividade e à necessidade de remarcação de bilhetes. Os departamentos de RH tiveram que reorganizar o transporte dos funcionários móveis, recorrendo a ônibus e caronas; muitas conexões internacionais via Malpensa foram perdidas, apesar das ofertas das companhias aéreas de remarcação sem penalidades. A greve evidencia o persistente clima de insatisfação trabalhista às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão–Cortina 2026, com os sindicatos acusando o governo de retroceder nas promessas de contratação para o novo sistema digital de gestão de tráfego. O ministro dos Transportes, Matteo Salvini, classificou o momento da greve como “irresponsável”, citando a logística dos eventos-teste olímpicos previstos para esta primavera. Para os gestores de mobilidade, a principal lição é garantir bilhetes de contingência para os trens nos períodos de garantia e ficar atentos à crescente tendência das “greves móveis” regionais, que costumam atingir os picos de sexta-feira e segunda-feira. Especialistas recomendam integrar APIs ferroviárias em tempo real nos painéis de monitoramento de viajantes, para que o redirecionamento possa ser feito antes que os funcionários cheguem às estações.
Fonte: Trenord & PMI.it