
A Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu um projeto de ordem exigindo que as companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional Chicago O’Hare reduzam cerca de 300 voos por dia nos dias mais movimentados do próximo cronograma de verão, anunciaram autoridades federais no final de 16 de abril. O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que a medida visa garantir aos viajantes “a certeza de que você voará sem atrasos e cancelamentos intermináveis”, após O’Hare registrar alguns dos piores índices de pontualidade do país no ano passado. Nos cronogramas atuais, mais de 3.080 voos estão programados para os dias de pico — um aumento de 14,9% em relação ao verão anterior — enquanto grandes obras nas pistas de taxiamento e a falta de controladores de tráfego aéreo ameaçam sobrecarregar o aeroporto. A análise de capacidade da FAA indicou que, sem cortes, os atrasos médios nas partidas poderiam ultrapassar 75 minutos, afetando United, American e suas parceiras regionais, que juntas respondem por cerca de 80% das operações em O’Hare. Espera-se que as companhias aéreas apresentem cronogramas revisados em até duas semanas, priorizando aeronaves maiores e partidas fora dos horários de pico para preservar a capacidade com menos operações. Gestores de viagens corporativas devem se preparar para uma oferta mais restrita de assentos nas principais rotas de negócios — especialmente Chicago-Nova York e Chicago-São Francisco — e tarifas de verão mais altas, à medida que as companhias utilizam aeronaves maiores. Viajantes com conexões em O’Hare podem enfrentar tempos mínimos de conexão mais longos nos sistemas de reserva após a implementação dos cortes. A ordem reforça a disposição dos reguladores em intervir quando o crescimento do aeroporto supera a capacidade operacional, lembrando os programas de isenção de slots aplicados nos aeroportos JFK, LaGuardia e Newark, em Nova York, nos últimos anos. Equipes de mobilidade que organizam viagens para expatriados e equipes de projetos via Chicago devem garantir os itinerários de verão com antecedência, incluir tempo extra para conexões e atualizar as avaliações de risco de viagem para compromissos críticos.
Fonte: Associated Press