
Na noite de sábado, autoridades austríacas expressaram uma satisfação contida pelo fato de o temido colapso no tráfego do corredor do Brennero não ter ocorrido. Relatórios do ministério do Interior indicaram que não houve acidentes graves, enquanto os serviços de emergência atenderam apenas três casos de exaustão pelo calor entre motoristas presos em desvios. A Câmara de Comércio de Innsbruck afirmou que as entregas programadas para segunda-feira devem chegar com atraso inferior a 12 horas — dentro do prazo previsto para contingências. A mídia local atribuiu o resultado organizado à ampla comunicação prévia, à proibição obrigatória de horários para veículos pesados e aos rigorosos bloqueios policiais nas vias de acesso. O governador do Tirol, Anton Mattle, elogiou a cooperação com os italianos, destacando que o Sul do Tirol adotou proibições semelhantes para caminhões a partir das 7h, evitando que as filas de veículos pesados se estendessem para além da fronteira quando o lado austríaco reabriu. A operação relativamente tranquila pode fortalecer a argumentação dos ativistas de que fechamentos parciais de estradas são uma ferramenta eficaz de conscientização, sem necessariamente paralisar a região. Grupos empresariais, por sua vez, afirmam que mesmo interrupções de um dia comprometem a confiabilidade exigida pelos fabricantes. “O custo é menos visível desta vez porque as empresas adiantaram as remessas, mas essa flexibilidade é limitada”, alertou Angelika Pölz, da Federação das Indústrias Austríacas. Olhando para o futuro, os lados tiram conclusões diferentes. ONGs ambientais prometeram realizar novas ações ‘Sextas-feiras dos Passos Alpinos’ a menos que o governo federal implemente uma taxa dinâmica de congestionamento para veículos pesados estrangeiros. O ministério dos transportes, por sua vez, aponta para a necessidade de um acordo europeu sobre cotas mínimas de transporte ferroviário de carga pelos Alpes. Qualquer que seja o cenário, sugere-se que gestores de viagens corporativas e mobilidade mantenham o corredor do Brennero — e rotas alternativas — sob vigilância constante durante o pico do verão de 2026. Viajantes que planejam viagens de negócios em junho entre Viena, Munique e Milão são aconselhados a acompanhar os alertas da ASFINAG, ÖAMTC e ÖBB, reservar passagens totalmente reembolsáveis e prever folgas generosas ao agendar compromissos subsequentes.
Fonte: ANSA