
Após quase seis anos de negociações, o Pacto da União Europeia sobre Migração e Asilo entrou oficialmente em vigor na sexta-feira, 12 de junho de 2026. Para a França, trata-se de mais que um marco institucional: é uma reformulação das regras que consulados, polícia de fronteira, departamentos de recursos humanos e gestores de mobilidade utilizam há décadas.
No novo regime, todo cidadão de país terceiro parado em uma fronteira externa da UE – incluindo o aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle, os portos do Canal da Mancha e aeroportos ultramarinos como o de Pointe-à-Pitre – deve passar por uma triagem comum que abrange identidade, saúde e segurança. Pessoas vindas de países com taxas médias de proteção abaixo de 20% podem ser encaminhadas para um procedimento acelerado de asilo, com duração máxima de doze semanas.
Empregadores que patrocinam vistos de talento terão, portanto, uma distinção mais clara entre rotas de migração laboral e canais humanitários, mas também enfrentarão prazos mais rigorosos para apresentar documentação caso a nacionalidade do funcionário esteja sujeita ao procedimento acelerado.
Um segundo pilar é o “mecanismo permanente de solidariedade”. A França, que recebeu 137 mil pedidos de asilo pela primeira vez no ano passado, é classificada como país sob pressão migratória. Outros Estados-membros podem optar por realocar requerentes de asilo para seus territórios ou pagar uma contribuição financeira; Paris estima que esse fundo de solidariedade poderá financiar 6 mil vagas extras de acolhimento em 2026.
Planejadores de viagens corporativas devem, no entanto, esperar eventuais dificuldades de capacidade nas regiões de Paris e Lyon, onde a oferta de acomodações já é limitada.
Por fim, o pacto está refletido na legislação interna. Um decreto publicado em 6 de junho alterou o Código de Entrada e Estadia de Estrangeiros e Direito de Asilo (Ceseda), permitindo que autoridades francesas coletem conjuntos completos de impressões digitais de requerentes a partir dos seis anos de idade e vinculem vistos diretamente ao Sistema de Entrada/Saída da UE. O Ministério do Interior confirmou que os guardas de fronteira concluíram atualizações de software em Roissy e Orly e treinaram 1.200 funcionários no uso dos novos tablets para filtragem biométrica.
Para multinacionais, o conselho prático é duplo: 1) preparar um briefing de uma página para funcionários em mobilidade internacional, explicando que as filas podem aumentar nas primeiras semanas da implementação, especialmente para portadores de passaportes não pertencentes à UE; 2) revisar os arquivos de trabalhadores destacados, pois o novo Regulamento de Retorno (esperado para ser adotado ainda este mês) dificultará a regularização de funcionários que ultrapassarem o prazo de seus vistos.
Em resumo, a conformidade agora é um alvo em movimento – mas com coordenadas mais claras e válidas em toda a UE.
No novo regime, todo cidadão de país terceiro parado em uma fronteira externa da UE – incluindo o aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle, os portos do Canal da Mancha e aeroportos ultramarinos como o de Pointe-à-Pitre – deve passar por uma triagem comum que abrange identidade, saúde e segurança. Pessoas vindas de países com taxas médias de proteção abaixo de 20% podem ser encaminhadas para um procedimento acelerado de asilo, com duração máxima de doze semanas.
Empregadores que patrocinam vistos de talento terão, portanto, uma distinção mais clara entre rotas de migração laboral e canais humanitários, mas também enfrentarão prazos mais rigorosos para apresentar documentação caso a nacionalidade do funcionário esteja sujeita ao procedimento acelerado.
Um segundo pilar é o “mecanismo permanente de solidariedade”. A França, que recebeu 137 mil pedidos de asilo pela primeira vez no ano passado, é classificada como país sob pressão migratória. Outros Estados-membros podem optar por realocar requerentes de asilo para seus territórios ou pagar uma contribuição financeira; Paris estima que esse fundo de solidariedade poderá financiar 6 mil vagas extras de acolhimento em 2026.
Planejadores de viagens corporativas devem, no entanto, esperar eventuais dificuldades de capacidade nas regiões de Paris e Lyon, onde a oferta de acomodações já é limitada.
Por fim, o pacto está refletido na legislação interna. Um decreto publicado em 6 de junho alterou o Código de Entrada e Estadia de Estrangeiros e Direito de Asilo (Ceseda), permitindo que autoridades francesas coletem conjuntos completos de impressões digitais de requerentes a partir dos seis anos de idade e vinculem vistos diretamente ao Sistema de Entrada/Saída da UE. O Ministério do Interior confirmou que os guardas de fronteira concluíram atualizações de software em Roissy e Orly e treinaram 1.200 funcionários no uso dos novos tablets para filtragem biométrica.
Para multinacionais, o conselho prático é duplo: 1) preparar um briefing de uma página para funcionários em mobilidade internacional, explicando que as filas podem aumentar nas primeiras semanas da implementação, especialmente para portadores de passaportes não pertencentes à UE; 2) revisar os arquivos de trabalhadores destacados, pois o novo Regulamento de Retorno (esperado para ser adotado ainda este mês) dificultará a regularização de funcionários que ultrapassarem o prazo de seus vistos.
Em resumo, a conformidade agora é um alvo em movimento – mas com coordenadas mais claras e válidas em toda a UE.
Fonte: Europe 1 / Brussels Signal
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