
Seis pessoas morreram na manhã de domingo quando dois helicópteros privados colidiram sobre o bairro da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, caindo sobre uma concessionária de carros e provocando um incêndio. O acidente abalou o setor de turismo aéreo do Brasil, que cresce rapidamente e transporta executivos e turistas entre as praias do Rio, plataformas de petróleo offshore e o centro financeiro de São Paulo. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou uma auditoria imediata em todas as empresas de helicópteros comerciais, com foco nos procedimentos de separação de tráfego sobre áreas densamente povoadas. A secretaria estadual de turismo do Rio informou que mais de 42 mil voos panorâmicos foram vendidos em 2025, um aumento de 37% em relação aos níveis pré-pandemia, impulsionado pela demanda corporativa e pelos pacotes de “selfies aéreas” promovidos nas redes sociais. Especialistas do setor alertam que a suspensão das rotas turísticas ao redor do Pão de Açúcar e do Cristo Redentor pode causar prejuízos de até R$ 35 milhões por mês para as empresas locais. Para os gestores de mobilidade, a tragédia levanta dois alertas importantes. Primeiro, muitos pacotes para expatriados incluem transporte de helicóptero entre residência e trabalho para evitar o trânsito; as empresas devem verificar se os operadores contratados possuem certificados atualizados de Táxi Aéreo e fretamento, além de pilotos habilitados para voo por instrumentos (IFR), essenciais para a costa do Rio, que frequentemente apresenta baixa visibilidade. Segundo, os viajantes podem enfrentar restrições temporárias de voo (NOTAMs) enquanto as autoridades investigam e isolam o espaço aéreo — já no domingo à tarde, o aeroporto Santos Dumont suspendeu por uma hora as decolagens visuais (VFR). Analistas jurídicos preveem que o Brasil seguirá os passos dos EUA e da União Europeia, exigindo gravadores de dados de voo e sistemas de combustível resistentes a acidentes, mesmo para aeronaves leves de rotor. Enquanto as regras não ficam claras, empresas mais cautelosas estão redirecionando executivos para serviços rápidos de ferry entre Rio e Niterói ou para voos em aeronaves fixas até o aeroporto de Jacarepaguá.
Fonte: The Washington Post / AP
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