
A entidade global de aviação IATA reportou uma queda de 28,4% no tráfego de passageiros das companhias aéreas do Oriente Médio em maio, em comparação com o ano anterior, com efeitos já visíveis no número de visitantes em Chipre, segundo dados divulgados em 1º de julho. O Cyprus Mail destaca uma queda paralela nas reservas para Larnaca e Paphos para o final do verão, atribuindo a desaceleração a ajustes nas rotas das companhias do Golfo e à cautela dos viajantes em relação ao trânsito por hubs regionais. O tráfego doméstico (intra-UE) manteve-se relativamente estável, com uma queda de apenas 3,1%, mas Chipre depende fortemente das conexões de longa distância via Doha, Dubai e Abu Dhabi — portais que reduziram a capacidade para compensar as restrições de sobrevoo relacionadas a conflitos. Operadoras turísticas afirmam que os cancelamentos são mais frequentes entre turistas de alto poder aquisitivo da Austrália e África do Sul, que tradicionalmente chegam a Chipre com itinerários de uma escala pelo Golfo. O setor de viagens de negócios também sente o impacto. Empresas de serviços profissionais relatam que clientes estão solicitando mais reuniões virtuais, enquanto multinacionais adiaram várias transferências internas previstas para o terceiro trimestre, citando incertezas sobre horários de voos e custos de seguros. A operadora dos aeroportos de Chipre, Hermes, está pressionando as companhias aéreas por mais voos diretos entre pontos europeus para compensar a lacuna. Analistas do setor acreditam que a ilha pode compensar parcialmente as perdas aproveitando as novas rotas sazonais anunciadas pela Wizz Air e Ryanair; no entanto, esses voos atendem principalmente turistas em busca de sol e praia, e não expatriados de longa permanência. Para gestores de mobilidade, a atualização da IATA reforça a importância de estratégias de reserva com múltiplas companhias e modelos de equipe dividida. Os empregadores devem revisar os limites para aprovação de viagens e garantir que os colaboradores críticos tenham opções alternativas de rotas via Atenas ou Istambul, caso as conexões pelo Golfo se deteriorem ainda mais.
Fonte: Cyprus Mail