
Apenas três meses após a Espanha substituir os carimbos de passaporte pelo novo Sistema Biométrico de Entrada/Saída (EES) da UE, Bruxelas admitiu discretamente que a próxima fase do plano de fronteiras inteligentes do bloco está atrasada. Autoridades da UE informaram ao Financial Times que o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) – uma autorização online de €20 que viajantes isentos de visto precisarão antes de voar para a Espanha ou qualquer país do espaço Schengen – “quase certamente” não estará pronto para outubro de 2026, sendo adiado para 2027.
Para os aeroportos espanhóis, o adiamento é um alívio. Desde que o EES entrou em operação plena em abril, foram registradas filas de até duas horas em Madrid-Barajas, Barcelona-El Prat e Málaga-Costa del Sol, onde passageiros de fora da UE aguardam para usar os quiosques de reconhecimento facial e impressão digital, frequentemente com falta de pessoal. Entidades do setor, como ACI Europe, Airlines for Europe e IATA, alertaram a presidente von der Leyen em 1º de julho que o EES atingiu um “ponto crítico” e solicitaram uma suspensão durante o verão – pedido rejeitado pela Comissão.
As companhias aéreas espanholas argumentam que adicionar as verificações do ETIAS à atual sobrecarga poderia causar “caos” no pico de agosto. A EU-LISA, agência responsável pelos grandes sistemas de TI do bloco, afirma que bugs no software e a necessidade de “estabilizar o EES primeiro” tornam impossível o lançamento em 2026. Embora o site oficial do ETIAS ainda indique o último trimestre de 2026, documentos internos já apontam para 2027, segundo vazamentos.
Quando o ETIAS entrar em vigor, funcionará de forma semelhante ao ESTA dos EUA: viajantes de 60 países isentos de visto – incluindo Reino Unido, EUA, Austrália e a maior parte da América Latina – preencherão um formulário online, pagarão €20 e receberão uma autorização de viagem válida por três anos, vinculada ao passaporte.
Para os operadores turísticos espanhóis, o atraso oferece tempo para ajustar fluxos de reservas e comunicação com clientes. Grupos que vendem circuitos combinados Portugal-Espanha, por exemplo, temiam milhares de cancelamentos de última hora por visitantes britânicos e americanos não familiarizados com a nova autorização. As companhias aéreas ganham até um ano para integrar os sinais “OK-to-fly” do ETIAS nos sistemas de check-in e treinar os agentes de portão.
O governo espanhol, por sua vez, pode concentrar recursos em resolver os problemas iniciais do EES – desde a instalação de mais quiosques de autoatendimento até o aumento do efetivo da Polícia Nacional no controle de passaportes.
Dica prática: empresas que planejam transferir funcionários para a Espanha no final de 2026 não devem assumir que o ETIAS será obrigatório, mas as equipes de mobilidade devem acompanhar os comunicados da Comissão e considerar o custo de €20 e o prazo de processamento de 96 horas para os itinerários de 2027. Os viajantes também precisam lembrar que o ETIAS é independente das regras de estadia curta no espaço Schengen – o limite de 90 dias em 180 dias e a comprovação de fundos na fronteira continuarão valendo mesmo após a autorização ser concedida.
Para os aeroportos espanhóis, o adiamento é um alívio. Desde que o EES entrou em operação plena em abril, foram registradas filas de até duas horas em Madrid-Barajas, Barcelona-El Prat e Málaga-Costa del Sol, onde passageiros de fora da UE aguardam para usar os quiosques de reconhecimento facial e impressão digital, frequentemente com falta de pessoal. Entidades do setor, como ACI Europe, Airlines for Europe e IATA, alertaram a presidente von der Leyen em 1º de julho que o EES atingiu um “ponto crítico” e solicitaram uma suspensão durante o verão – pedido rejeitado pela Comissão.
As companhias aéreas espanholas argumentam que adicionar as verificações do ETIAS à atual sobrecarga poderia causar “caos” no pico de agosto. A EU-LISA, agência responsável pelos grandes sistemas de TI do bloco, afirma que bugs no software e a necessidade de “estabilizar o EES primeiro” tornam impossível o lançamento em 2026. Embora o site oficial do ETIAS ainda indique o último trimestre de 2026, documentos internos já apontam para 2027, segundo vazamentos.
Quando o ETIAS entrar em vigor, funcionará de forma semelhante ao ESTA dos EUA: viajantes de 60 países isentos de visto – incluindo Reino Unido, EUA, Austrália e a maior parte da América Latina – preencherão um formulário online, pagarão €20 e receberão uma autorização de viagem válida por três anos, vinculada ao passaporte.
Para os operadores turísticos espanhóis, o atraso oferece tempo para ajustar fluxos de reservas e comunicação com clientes. Grupos que vendem circuitos combinados Portugal-Espanha, por exemplo, temiam milhares de cancelamentos de última hora por visitantes britânicos e americanos não familiarizados com a nova autorização. As companhias aéreas ganham até um ano para integrar os sinais “OK-to-fly” do ETIAS nos sistemas de check-in e treinar os agentes de portão.
O governo espanhol, por sua vez, pode concentrar recursos em resolver os problemas iniciais do EES – desde a instalação de mais quiosques de autoatendimento até o aumento do efetivo da Polícia Nacional no controle de passaportes.
Dica prática: empresas que planejam transferir funcionários para a Espanha no final de 2026 não devem assumir que o ETIAS será obrigatório, mas as equipes de mobilidade devem acompanhar os comunicados da Comissão e considerar o custo de €20 e o prazo de processamento de 96 horas para os itinerários de 2027. Os viajantes também precisam lembrar que o ETIAS é independente das regras de estadia curta no espaço Schengen – o limite de 90 dias em 180 dias e a comprovação de fundos na fronteira continuarão valendo mesmo após a autorização ser concedida.
Fonte: Euronews
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