
Em uma ampla reformulação das regras de imigração para estudantes, o Departamento de Segurança Interna (DHS) publicou em 16 de julho uma regulamentação final que elimina o período de permanência indefinido conhecido como “duração do status” e o substitui por um limite máximo fixo de quatro anos para estudantes acadêmicos F-1, visitantes de intercâmbio J-1 e representantes estrangeiros da mídia com visto I.
Segundo o novo sistema, estudantes que precisarem de mais tempo para concluir seus programas deverão solicitar uma extensão junto ao Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e passar por uma nova avaliação de segurança. Aqueles que mudarem de curso, transferirem de instituição ou perderem o status também terão que reaplicar.
Autoridades federais defendem que a medida fecha uma “brecha” que, na visão deles, permitia que alguns portadores de visto permanecessem no país por anos com supervisão mínima. O secretário do DHS, Markwayne Mullin, afirmou que o período fixo “recupera a capacidade do governo de examinar, avaliar e monitorar adequadamente” os estudantes estrangeiros.
A regra entrará em vigor no início de setembro, dando às universidades menos de dois meses para atualizar seus sistemas de conformidade e orientar os estudantes atuais. Grupos do ensino superior reagiram com preocupação, alertando que a burocracia adicional pode sobrecarregar os Oficiais Designados das Escolas (DSOs) e desestimular a matrícula internacional — que já caiu por três anos consecutivos devido ao rigor na triagem de vistos e aos impactos da pandemia.
Universidades com programas de arquitetura, doutorado e medicina de cinco anos serão as mais afetadas; agora precisarão programar pedidos de extensão no meio do curso e preparar os alunos para possíveis interrupções na elegibilidade para trabalho sob o Treinamento Prático Opcional (OPT). Estimativas do setor indicam que mais de 300 mil estudantes — cerca de 20% da população atual de F-1 — levam mais de quatro anos para concluir um curso.
Para gestores de mobilidade global, a mudança traz custos, incertezas e aumento da carga de trabalho. Empresas que contratam estagiários estrangeiros ou patrocinam mensalidades para futuros funcionários terão que prever honorários advocatícios para cada extensão e incluir tempo extra para o processamento governamental. Estudantes com vistos expirados enquanto aguardam a extensão não poderão viajar para conferências de negócios ou estágios no exterior.
As instituições recomendam que os estudantes afetados mantenham passaportes válidos por pelo menos seis anos e preservem um histórico acadêmico impecável para evitar escrutínio adicional.
Dicas práticas: (1) Verificar as datas de término dos programas em todos os formulários I-20/DS-2019 e solicitar alterações antes de 1º de setembro; (2) renovar passaportes com antecedência para evitar problemas de sobreposição; (3) programar viagens no outono somente após aprovação da extensão; e (4) empregadores devem incluir alertas antecipados nos sistemas de RH para monitorar o limite de quatro anos para novos contratados no OPT F-1.
Segundo o novo sistema, estudantes que precisarem de mais tempo para concluir seus programas deverão solicitar uma extensão junto ao Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e passar por uma nova avaliação de segurança. Aqueles que mudarem de curso, transferirem de instituição ou perderem o status também terão que reaplicar.
Autoridades federais defendem que a medida fecha uma “brecha” que, na visão deles, permitia que alguns portadores de visto permanecessem no país por anos com supervisão mínima. O secretário do DHS, Markwayne Mullin, afirmou que o período fixo “recupera a capacidade do governo de examinar, avaliar e monitorar adequadamente” os estudantes estrangeiros.
A regra entrará em vigor no início de setembro, dando às universidades menos de dois meses para atualizar seus sistemas de conformidade e orientar os estudantes atuais. Grupos do ensino superior reagiram com preocupação, alertando que a burocracia adicional pode sobrecarregar os Oficiais Designados das Escolas (DSOs) e desestimular a matrícula internacional — que já caiu por três anos consecutivos devido ao rigor na triagem de vistos e aos impactos da pandemia.
Universidades com programas de arquitetura, doutorado e medicina de cinco anos serão as mais afetadas; agora precisarão programar pedidos de extensão no meio do curso e preparar os alunos para possíveis interrupções na elegibilidade para trabalho sob o Treinamento Prático Opcional (OPT). Estimativas do setor indicam que mais de 300 mil estudantes — cerca de 20% da população atual de F-1 — levam mais de quatro anos para concluir um curso.
Para gestores de mobilidade global, a mudança traz custos, incertezas e aumento da carga de trabalho. Empresas que contratam estagiários estrangeiros ou patrocinam mensalidades para futuros funcionários terão que prever honorários advocatícios para cada extensão e incluir tempo extra para o processamento governamental. Estudantes com vistos expirados enquanto aguardam a extensão não poderão viajar para conferências de negócios ou estágios no exterior.
As instituições recomendam que os estudantes afetados mantenham passaportes válidos por pelo menos seis anos e preservem um histórico acadêmico impecável para evitar escrutínio adicional.
Dicas práticas: (1) Verificar as datas de término dos programas em todos os formulários I-20/DS-2019 e solicitar alterações antes de 1º de setembro; (2) renovar passaportes com antecedência para evitar problemas de sobreposição; (3) programar viagens no outono somente após aprovação da extensão; e (4) empregadores devem incluir alertas antecipados nos sistemas de RH para monitorar o limite de quatro anos para novos contratados no OPT F-1.
Fonte: Associated Press
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