
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou em 30 de julho que seu governo está preparado para tomar a medida extraordinária de suspender temporariamente a livre circulação no espaço Schengen com a Espanha. Após uma reunião de emergência sobre segurança, convocada em resposta à chegada repentina de vários milhares de migrantes, em sua maioria marroquinos, no enclave espanhol de Ceuta, Meloni afirmou: “Estamos prontos para agir, inclusive suspendendo o Acordo de Schengen com a Espanha, para defender nossas fronteiras e garantir a segurança dos nossos cidadãos.”
Embora o poder de reintroduzir controles internos nas fronteiras esteja previsto nos Artigos 25 a 28 do Código de Fronteiras Schengen, essa medida é raramente usada entre membros fundadores como Itália e Espanha. A suspensão implicaria checagem de passaportes em voos e ferries, aumento das obrigações para as companhias aéreas e possíveis controles rodoviários no corredor Menton-Ventimiglia, na França, para viajantes que cruzam entre os países.
Os ministros do Interior e das Relações Exteriores — Matteo Piantedosi e Antonio Tajani — apoiaram a ideia, argumentando que a regularização “equivocada” de 500 mil migrantes irregulares feita por Madrid no ano passado teria incentivado novas rotas de contrabando. Gestores de viagens corporativas alertam que qualquer ação unilateral de Roma pode desencadear um efeito dominó, com França ou Eslovênia adotando medidas semelhantes para evitar se tornarem pontos de entrada alternativos.
Além disso, a medida complicaria a logística para multinacionais com cadeias de suprimentos integradas entre a Península Ibérica e a Itália: motoristas teriam que considerar novos tempos de espera em portos como Civitavecchia-Barcelona e Gênova-Valência, enquanto as companhias aéreas seriam obrigadas a separar novamente os fluxos de passageiros intra e extra-Schengen, aumentando o risco de filas em Fiumicino, Malpensa e Barcelona-El Prat durante o pico das férias de agosto.
Legalmente, a Itália deve notificar a Comissão Europeia e os demais Estados-membros com 24 horas de antecedência, justificando a proporcionalidade dos controles. Se aprovada, a medida poderia durar inicialmente dez dias, com possibilidade de prorrogação por até dois meses. Autoridades da UE têm pedido moderação até o momento, mas analistas observam que Bruxelas não bloqueou recentes extensões feitas por Áustria, República Tcheca ou Dinamarca, tornando plausível uma suspensão italiana de curta duração caso a situação em Ceuta se agrave.
Para as equipes de mobilidade global, o conselho prático imediato é duplo: alertar os funcionários que transitam entre Itália e Espanha para que carreguem passaportes — e não apenas carteiras de identidade nacionais — e prever tempo extra para travessias terrestres e marítimas. As empresas também devem revisar as notificações de trabalhadores destacados, já que qualquer reintrodução de controles pode gerar novos pontos de verificação para empregados móveis sob a Diretiva 2014/67/UE.
Embora o poder de reintroduzir controles internos nas fronteiras esteja previsto nos Artigos 25 a 28 do Código de Fronteiras Schengen, essa medida é raramente usada entre membros fundadores como Itália e Espanha. A suspensão implicaria checagem de passaportes em voos e ferries, aumento das obrigações para as companhias aéreas e possíveis controles rodoviários no corredor Menton-Ventimiglia, na França, para viajantes que cruzam entre os países.
Os ministros do Interior e das Relações Exteriores — Matteo Piantedosi e Antonio Tajani — apoiaram a ideia, argumentando que a regularização “equivocada” de 500 mil migrantes irregulares feita por Madrid no ano passado teria incentivado novas rotas de contrabando. Gestores de viagens corporativas alertam que qualquer ação unilateral de Roma pode desencadear um efeito dominó, com França ou Eslovênia adotando medidas semelhantes para evitar se tornarem pontos de entrada alternativos.
Além disso, a medida complicaria a logística para multinacionais com cadeias de suprimentos integradas entre a Península Ibérica e a Itália: motoristas teriam que considerar novos tempos de espera em portos como Civitavecchia-Barcelona e Gênova-Valência, enquanto as companhias aéreas seriam obrigadas a separar novamente os fluxos de passageiros intra e extra-Schengen, aumentando o risco de filas em Fiumicino, Malpensa e Barcelona-El Prat durante o pico das férias de agosto.
Legalmente, a Itália deve notificar a Comissão Europeia e os demais Estados-membros com 24 horas de antecedência, justificando a proporcionalidade dos controles. Se aprovada, a medida poderia durar inicialmente dez dias, com possibilidade de prorrogação por até dois meses. Autoridades da UE têm pedido moderação até o momento, mas analistas observam que Bruxelas não bloqueou recentes extensões feitas por Áustria, República Tcheca ou Dinamarca, tornando plausível uma suspensão italiana de curta duração caso a situação em Ceuta se agrave.
Para as equipes de mobilidade global, o conselho prático imediato é duplo: alertar os funcionários que transitam entre Itália e Espanha para que carreguem passaportes — e não apenas carteiras de identidade nacionais — e prever tempo extra para travessias terrestres e marítimas. As empresas também devem revisar as notificações de trabalhadores destacados, já que qualquer reintrodução de controles pode gerar novos pontos de verificação para empregados móveis sob a Diretiva 2014/67/UE.
Fonte: Cadena SER
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