
Um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA para o Primeiro Circuito deu um duro golpe no Departamento de Segurança Interna (DHS) em 20 de setembro, decidindo que imigrantes não podem ser enviados para “países terceiros” sem aviso prévio e uma chance real de contestar. A opinião unânime — escrita pelo juiz do circuito Seth Aframe — anulou uma política de remoção rápida usada pela administração para colocar milhares de migrantes em voos para países onde eles não têm cidadania, laços familiares ou residência anterior.
Segundo a política agora revogada, o DHS podia finalizar uma ordem de remoção e revelar o destino apenas horas antes da partida, citando “garantias diplomáticas” confidenciais de que os deportados seriam tratados humanamente. O tribunal afirmou que essa prática “anula” os direitos processuais previstos em lei e na Constituição: um migrante não pode apresentar objeções baseadas em asilo ou motivos humanitários sem tempo para reunir provas. O painel também criticou o DHS por não identificar quais governos ofereceram as garantias que sustentavam a política.
Na prática, a decisão não proíbe totalmente as remoções para países terceiros; ela obriga o DHS a criar novos procedimentos. Agora, as autoridades devem notificar por escrito o destino proposto com antecedência suficiente para que os migrantes — ou seus advogados — possam solicitar uma entrevista de medo, apresentar recursos ou buscar revisão judicial. Advogados de imigração esperam um aumento de pedidos de última hora, pelo menos até que o DHS publique novas diretrizes.
Empresas que transferem talentos globalmente para os EUA devem ficar atentas aos novos prazos: funcionários que perderem o status terão mais ferramentas processuais para atrasar ou contestar a remoção, o que pode prolongar obrigações com folha de pagamento e benefícios. A decisão surge em meio a esforços rigorosos de fiscalização que já enviaram cerca de 25 mil pessoas para países terceiros como Libéria e Gana. Grupos de defesa dos direitos humanos celebraram a decisão como um raro controle judicial sobre uma estratégia de fiscalização que, segundo eles, prioriza eficiência em detrimento dos direitos humanos.
O DHS afirmou que está “analisando a decisão e considerando os próximos passos”, deixando em aberto a possibilidade de recurso à Suprema Corte ou a criação de uma regra provisória que defina os novos padrões de notificação. Até lá, as operações de remoção — e os programas de mobilidade que dependem de resultados previsíveis — entram em mais um período de incerteza.
Segundo a política agora revogada, o DHS podia finalizar uma ordem de remoção e revelar o destino apenas horas antes da partida, citando “garantias diplomáticas” confidenciais de que os deportados seriam tratados humanamente. O tribunal afirmou que essa prática “anula” os direitos processuais previstos em lei e na Constituição: um migrante não pode apresentar objeções baseadas em asilo ou motivos humanitários sem tempo para reunir provas. O painel também criticou o DHS por não identificar quais governos ofereceram as garantias que sustentavam a política.
Na prática, a decisão não proíbe totalmente as remoções para países terceiros; ela obriga o DHS a criar novos procedimentos. Agora, as autoridades devem notificar por escrito o destino proposto com antecedência suficiente para que os migrantes — ou seus advogados — possam solicitar uma entrevista de medo, apresentar recursos ou buscar revisão judicial. Advogados de imigração esperam um aumento de pedidos de última hora, pelo menos até que o DHS publique novas diretrizes.
Empresas que transferem talentos globalmente para os EUA devem ficar atentas aos novos prazos: funcionários que perderem o status terão mais ferramentas processuais para atrasar ou contestar a remoção, o que pode prolongar obrigações com folha de pagamento e benefícios. A decisão surge em meio a esforços rigorosos de fiscalização que já enviaram cerca de 25 mil pessoas para países terceiros como Libéria e Gana. Grupos de defesa dos direitos humanos celebraram a decisão como um raro controle judicial sobre uma estratégia de fiscalização que, segundo eles, prioriza eficiência em detrimento dos direitos humanos.
O DHS afirmou que está “analisando a decisão e considerando os próximos passos”, deixando em aberto a possibilidade de recurso à Suprema Corte ou a criação de uma regra provisória que defina os novos padrões de notificação. Até lá, as operações de remoção — e os programas de mobilidade que dependem de resultados previsíveis — entram em mais um período de incerteza.
Fonte: Times Now World