
Na manhã de domingo, um voo da HK Express (UO 820) com destino a Okinawa fez um retorno de emergência ao Aeroporto Internacional de Hong Kong em 4 de outubro, após a tripulação receber um alerta indicando que o trem de pouso não havia sido totalmente recolhido. O Airbus A320neo circulou ao sul da Ilha de Lantau por 40 minutos para queimar combustível antes de pousar com segurança; não houve feridos entre os 173 passageiros e seis tripulantes. O incidente causou atrasos em três voos de saída da companhia aérea de baixo custo na rota para o Japão, além de afetar duas rotações de voos de chegada, evidenciando o modelo apertado de utilização das aeronaves que muitas companhias adotam na recuperação pós-pandemia. Uma aeronave substituta partiu às 14h10, chegando a Okinawa com três horas de atraso. Embora retornos por problemas mecânicos não sejam incomuns, o momento — durante a Golden Week, quando o fluxo de turistas japoneses e do continente está elevado — mostra a margem de erro reduzida nos hubs mais movimentados da Ásia. Consultores de risco em viagens recomendam que viajantes corporativos incluam tempo extra em seus itinerários ao conectar-se em Hong Kong para cidades secundárias do Japão. A HK Express informou que as verificações preliminares indicam uma falha no sensor, e não danos estruturais; o Departamento de Aviação Civil abriu uma investigação e deve emitir um boletim de segurança em até 30 dias. As companhias aéreas que operam em HKG podem enfrentar uma fiscalização mais rigorosa sobre itens de manutenção adiados, enquanto os reguladores buscam tranquilizar o público diante do volume recorde de passageiros.
Fonte: South China Morning Post