
Pouco mais de dez semanas após a União Europeia ativar seu tão aguardado Sistema de Entrada/Saída (EES), aeroportos italianos já alertam para uma crise operacional. A plataforma digital de controle de fronteiras, que se tornou obrigatória em 12 de outubro, exige que todo viajante não pertencente à UE registre imagens faciais e quatro impressões digitais no primeiro ponto de entrada na Área Schengen.
Embora a tecnologia prometa acabar com a carimbagem manual de passaportes e reforçar a aplicação da regra dos 90/180 dias, falhas técnicas aumentaram o tempo de processamento em até 70% nos aeroportos de Roma-Fiumicino, Milão-Malpensa e Veneza-Marco Polo. O tráfego da temporada de férias elevou as filas de pico a três horas, irritando companhias aéreas e gestores de mobilidade que dependem de conexões rápidas para suas equipes itinerantes.
O Airport Council International (ACI) Europe, que representa os principais aeroportos do continente, enviou uma carta à Comissão Europeia, eu-LISA e Frontex pedindo uma “revisão imediata” do plano de implementação. Segundo a carta, obtida pelo jornal especializado The Local Europe, os quiosques de autoatendimento travam com frequência, os portões automatizados de controle de fronteira (ABC) não conseguem recuperar os dados biométricos, e o aplicativo de pré-registro para smartphones ainda está em fase beta. Caso esses problemas não sejam resolvidos antes do aumento do limite de registro de 15% para 35%, em 9 de janeiro, o ACI alerta para uma “disrupção sistêmica” que pode comprometer a segurança com o acúmulo de pessoas nas áreas restritas.
Para a Itália, o desafio é grande. O fluxo de viajantes a negócios finalmente voltou a 102% dos níveis de 2019, impulsionado por investimentos em semicondutores na Lombardia e por um calendário de eventos que inclui as Olimpíadas de Inverno de 2026, em Milão-Cortina. Empresas multinacionais relatam que executivos estão perdendo conexões ferroviárias e voos seguintes devido a atrasos imprevisíveis nas fronteiras. Rumores de que algumas companhias aéreas possam redirecionar serviços premium via Zurique ou Viena, caso a congestão persista, têm preocupado hoteleiros e organizadores de conferências.
O Ministério do Interior afirma ter destacado 200 policiais de fronteira extras e ordenado que os aeroportos dobrem o número de agentes que auxiliam os viajantes nas cabines biométricas. A ENAC (autoridade de aviação civil) está testando uma “via verde” para tripulações e viajantes frequentes de negócios cujos dados já foram capturados, mas sindicatos argumentam que canais prioritários são injustos enquanto famílias enfrentam longas filas. O governo também está pressionando Bruxelas para permitir que os aeroportos limitem o número diário de registros no EES até que a plataforma se estabilize.
Dica prática para equipes de mobilidade corporativa: reserve tempo extra nos roteiros de chegada, avise os viajantes para baixarem o aplicativo móvel do EES assim que for lançado oficialmente, e garanta que os colaboradores levem cartas-convite impressas — agentes de fronteira relatam que quem comprova o propósito comercial da viagem passa mais rápido pela triagem secundária.
Embora a tecnologia prometa acabar com a carimbagem manual de passaportes e reforçar a aplicação da regra dos 90/180 dias, falhas técnicas aumentaram o tempo de processamento em até 70% nos aeroportos de Roma-Fiumicino, Milão-Malpensa e Veneza-Marco Polo. O tráfego da temporada de férias elevou as filas de pico a três horas, irritando companhias aéreas e gestores de mobilidade que dependem de conexões rápidas para suas equipes itinerantes.
O Airport Council International (ACI) Europe, que representa os principais aeroportos do continente, enviou uma carta à Comissão Europeia, eu-LISA e Frontex pedindo uma “revisão imediata” do plano de implementação. Segundo a carta, obtida pelo jornal especializado The Local Europe, os quiosques de autoatendimento travam com frequência, os portões automatizados de controle de fronteira (ABC) não conseguem recuperar os dados biométricos, e o aplicativo de pré-registro para smartphones ainda está em fase beta. Caso esses problemas não sejam resolvidos antes do aumento do limite de registro de 15% para 35%, em 9 de janeiro, o ACI alerta para uma “disrupção sistêmica” que pode comprometer a segurança com o acúmulo de pessoas nas áreas restritas.
Para a Itália, o desafio é grande. O fluxo de viajantes a negócios finalmente voltou a 102% dos níveis de 2019, impulsionado por investimentos em semicondutores na Lombardia e por um calendário de eventos que inclui as Olimpíadas de Inverno de 2026, em Milão-Cortina. Empresas multinacionais relatam que executivos estão perdendo conexões ferroviárias e voos seguintes devido a atrasos imprevisíveis nas fronteiras. Rumores de que algumas companhias aéreas possam redirecionar serviços premium via Zurique ou Viena, caso a congestão persista, têm preocupado hoteleiros e organizadores de conferências.
O Ministério do Interior afirma ter destacado 200 policiais de fronteira extras e ordenado que os aeroportos dobrem o número de agentes que auxiliam os viajantes nas cabines biométricas. A ENAC (autoridade de aviação civil) está testando uma “via verde” para tripulações e viajantes frequentes de negócios cujos dados já foram capturados, mas sindicatos argumentam que canais prioritários são injustos enquanto famílias enfrentam longas filas. O governo também está pressionando Bruxelas para permitir que os aeroportos limitem o número diário de registros no EES até que a plataforma se estabilize.
Dica prática para equipes de mobilidade corporativa: reserve tempo extra nos roteiros de chegada, avise os viajantes para baixarem o aplicativo móvel do EES assim que for lançado oficialmente, e garanta que os colaboradores levem cartas-convite impressas — agentes de fronteira relatam que quem comprova o propósito comercial da viagem passa mais rápido pela triagem secundária.