
Mais de 600 decolagens e pousos estão previstos para ocorrer no aeroporto de Tymbou (Ercan) entre 30 de dezembro e 4 de janeiro, segundo a operadora T&T, evidenciando a dimensão do tráfego aéreo não regulamentado que passa pelo norte de Chipre, controlado pela Turquia. O total de seis dias — 106 voos em 30 de dezembro, 103 em 31 de dezembro e um pico projetado de 121 em 4 de janeiro — marca um dos períodos mais movimentados desde o início dos registros.
As companhias Turkish Airlines, Pegasus, AJet e SunExpress aumentaram a capacidade para atender à demanda de Ano Novo vinda da Turquia continental, das comunidades expatriadas e dos turistas que buscam acesso econômico ao Mediterrâneo Oriental. Como Tymbou é considerado “ilegal” pela República de Chipre e pela Organização Internacional da Aviação Civil, os voos precisam passar pelo espaço aéreo turco, contornando a Região de Informação de Voo reconhecida internacionalmente da ilha.
Para os gestores de mobilidade global, o aumento é uma faca de dois gumes. Por um lado, oferece conexões baratas e frequentes para o norte de Chipre, facilitando o trabalho de contratados especializados em projetos de resorts e cassinos. Por outro, usar o aeroporto pode violar as políticas corporativas de viagem e invalidar a cobertura de seguro, já que os bilhetes são carimbados por uma autoridade não reconhecida. Funcionários que entram por Tymbou também correm risco de multas ou recusa de entrada caso cruzem para o sul para reuniões.
O Ministério dos Transportes de Chipre reiterou em 31 de dezembro que o governo não vai “fechar os olhos” para a expansão e novamente pediu às companhias aéreas que evitem o aeroporto. Consultores de risco em viagens recomendam que multinacionais orientem seus funcionários sobre as sensibilidades políticas, registrem todos os pontos de contato no norte para fins de responsabilidade e considerem redirecionar os voos via Larnaca ou Paphos, apesar das tarifas mais altas.
O aumento no período de festas destaca a fragmentação contínua do mercado aéreo da ilha, poucos meses antes de Chipre assumir a presidência rotativa do Conselho da UE, onde a conectividade aérea e o cumprimento do mercado único devem estar entre os principais temas da agenda.
As companhias Turkish Airlines, Pegasus, AJet e SunExpress aumentaram a capacidade para atender à demanda de Ano Novo vinda da Turquia continental, das comunidades expatriadas e dos turistas que buscam acesso econômico ao Mediterrâneo Oriental. Como Tymbou é considerado “ilegal” pela República de Chipre e pela Organização Internacional da Aviação Civil, os voos precisam passar pelo espaço aéreo turco, contornando a Região de Informação de Voo reconhecida internacionalmente da ilha.
Para os gestores de mobilidade global, o aumento é uma faca de dois gumes. Por um lado, oferece conexões baratas e frequentes para o norte de Chipre, facilitando o trabalho de contratados especializados em projetos de resorts e cassinos. Por outro, usar o aeroporto pode violar as políticas corporativas de viagem e invalidar a cobertura de seguro, já que os bilhetes são carimbados por uma autoridade não reconhecida. Funcionários que entram por Tymbou também correm risco de multas ou recusa de entrada caso cruzem para o sul para reuniões.
O Ministério dos Transportes de Chipre reiterou em 31 de dezembro que o governo não vai “fechar os olhos” para a expansão e novamente pediu às companhias aéreas que evitem o aeroporto. Consultores de risco em viagens recomendam que multinacionais orientem seus funcionários sobre as sensibilidades políticas, registrem todos os pontos de contato no norte para fins de responsabilidade e considerem redirecionar os voos via Larnaca ou Paphos, apesar das tarifas mais altas.
O aumento no período de festas destaca a fragmentação contínua do mercado aéreo da ilha, poucos meses antes de Chipre assumir a presidência rotativa do Conselho da UE, onde a conectividade aérea e o cumprimento do mercado único devem estar entre os principais temas da agenda.
Fonte: KNEWS (Kathimerini Cyprus)