
O polêmico limite noturno de voos no Aeroporto de Dublin sofreu um grande revés após a Comissão Europeia decidir que o órgão irlandês de recursos de planejamento, An Coimisiún Pleanála, violou o Regulamento da UE 598/2014 ao tentar impor um limite de 35.672 voos entre 23h e 7h. Em sua decisão formal, entregue às autoridades irlandesas no final de 15 de março de 2026, Bruxelas afirmou que o regulador não considerou “medidas menos restritivas” antes de optar pela proibição total. A decisão da Comissão significa que o toque de recolher não pode ser implementado a menos que a Irlanda revise o processo, o que pode atrasar as restrições para além do movimentado período de verão. As companhias aéreas receberam a notícia com entusiasmo: o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, chamou a decisão de “uma vitória do bom senso e da conectividade”, argumentando que aeronaves mais silenciosas de nova geração e uma única cota de ruído são suficientes. Já os grupos de moradores vizinhos prometeram contestar qualquer reversão, citando preocupações com distúrbios do sono. Para as equipes globais de mobilidade, a decisão traz benefícios claros. Sem o toque de recolher, as companhias podem manter — ou até aumentar — os voos transatlânticos no final da noite e os slots de chegada no início da manhã, essenciais para conexões no mesmo dia com EUA, Oriente Médio e Ásia. A flexibilidade na programação também será necessária caso o governo avance com os planos de eliminar o limite histórico de 32 milhões de passageiros, ampliando ainda mais a capacidade. No entanto, a incerteza persiste: o governo irlandês agora precisa decidir se legisla para eliminar o limite ou se tenta um novo estudo de impacto que atenda às regras da UE. As empresas devem acompanhar de perto as solicitações de slots; caso o toque de recolher seja reinstaurado, realocar tripulações e ajustar horários de cargas pode aumentar os custos.