
Diante de um aumento de 55% no preço do querosene de aviação desde 1º de abril, o governo brasileiro agiu rapidamente para proteger companhias aéreas e passageiros de um aumento iminente nas tarifas. Em coletiva de imprensa no dia 7 de abril, o Ministério dos Portos e Aeroportos detalhou um pacote multilayer: empréstimos de baixo juros de até R$ 2,5 bilhões (US$ 486 milhões) por companhia, destinados exclusivamente à compra de combustível; uma linha de crédito de capital de giro de R$ 1 bilhão; e o adiamento do pagamento das taxas de navegação aérea referentes ao período de abril a junho, com vencimento apenas em dezembro de 2026. Paralelamente, um decreto presidencial eliminará as cobranças de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, reduzindo cerca de R$ 0,07 por litro vendido em aeroportos nacionais.
O financiamento será feito por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil e administrado pelo BNDES, com garantias do governo — fundamental para companhias endividadas como GOL e Azul, que ainda estão recuperando seus balanços após a Covid-19. A Petrobras também concordou em escalonar o último aumento do combustível: apenas 18% do reajuste será repassado imediatamente às companhias aéreas, com o restante dividido em seis parcelas a partir de julho. As autoridades argumentam que essa abordagem combinada evitará cortes abruptos de capacidade ou a retirada de voos em aeroportos secundários, o que poderia isolar comunidades regionais e prejudicar a logística de exportação do Brasil.
Para os programas corporativos de mobilidade, as medidas garantem um fôlego. Empresas de gestão de viagens estimam que, sem a intervenção, as tarifas domésticas médias teriam subido entre 22% e 30% neste trimestre, com impactos também nas conexões internacionais reservadas em bilhetes integrados. Manter as tarifas estáveis preserva a previsibilidade orçamentária para viagens de expatriados e deslocamentos ligados aos setores de energia e agronegócio do país.
No entanto, as companhias aéreas precisarão cumprir condições para acessar a linha de crédito para combustível, incluindo compromissos de manter um mínimo de oferta de assentos e apresentar planos de descarbonização — um sinal de que Brasília está vinculando o alívio de curto prazo a metas de sustentabilidade de longo prazo. Gestores de mobilidade devem, portanto, se preparar para possíveis cobranças adicionais relacionadas ao SAF (combustível sustentável para aviação) ou solicitações de relatórios, à medida que as companhias se alinham ao programa.
No médio prazo, especialistas esperam que o pacote acelere as discussões sobre regulamentação de hedge e reservas estratégicas de combustível — temas que desafiam o Brasil desde a desregulamentação dos preços em 2001. Caso os preços do petróleo se estabilizem, a isenção fiscal temporária está prevista para expirar em março de 2027, mas as companhias alertam que qualquer revogação abrupta pode recriar a crise. Os interessados devem pressionar por uma saída gradual vinculada aos benchmarks globais do petróleo.
O financiamento será feito por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil e administrado pelo BNDES, com garantias do governo — fundamental para companhias endividadas como GOL e Azul, que ainda estão recuperando seus balanços após a Covid-19. A Petrobras também concordou em escalonar o último aumento do combustível: apenas 18% do reajuste será repassado imediatamente às companhias aéreas, com o restante dividido em seis parcelas a partir de julho. As autoridades argumentam que essa abordagem combinada evitará cortes abruptos de capacidade ou a retirada de voos em aeroportos secundários, o que poderia isolar comunidades regionais e prejudicar a logística de exportação do Brasil.
Para os programas corporativos de mobilidade, as medidas garantem um fôlego. Empresas de gestão de viagens estimam que, sem a intervenção, as tarifas domésticas médias teriam subido entre 22% e 30% neste trimestre, com impactos também nas conexões internacionais reservadas em bilhetes integrados. Manter as tarifas estáveis preserva a previsibilidade orçamentária para viagens de expatriados e deslocamentos ligados aos setores de energia e agronegócio do país.
No entanto, as companhias aéreas precisarão cumprir condições para acessar a linha de crédito para combustível, incluindo compromissos de manter um mínimo de oferta de assentos e apresentar planos de descarbonização — um sinal de que Brasília está vinculando o alívio de curto prazo a metas de sustentabilidade de longo prazo. Gestores de mobilidade devem, portanto, se preparar para possíveis cobranças adicionais relacionadas ao SAF (combustível sustentável para aviação) ou solicitações de relatórios, à medida que as companhias se alinham ao programa.
No médio prazo, especialistas esperam que o pacote acelere as discussões sobre regulamentação de hedge e reservas estratégicas de combustível — temas que desafiam o Brasil desde a desregulamentação dos preços em 2001. Caso os preços do petróleo se estabilizem, a isenção fiscal temporária está prevista para expirar em março de 2027, mas as companhias alertam que qualquer revogação abrupta pode recriar a crise. Os interessados devem pressionar por uma saída gradual vinculada aos benchmarks globais do petróleo.
Fonte: CAPA – Centre for Aviation