
Fortes frentes de tempestade no Atlântico que varreram a Europa Ocidental e Central durante a noite forçaram as companhias aéreas a atrasar mais de 1.130 voos e cancelar outros 550, criando um efeito dominó que rapidamente chegou ao Aeroporto Internacional de Viena (VIE). A perturbação causada pelo mau tempo, inicialmente concentrada em Munique, Amsterdã Schiphol e Barcelona El Prat, espalhou-se para o leste à medida que as companhias tentavam reposicionar aeronaves e tripulações, deixando Viena com falta de slots e recursos. Embora o mau tempo seja considerado uma “circunstância extraordinária” segundo o Regulamento da UE 261/2004 — o que geralmente exclui compensações financeiras — os viajantes a negócios têm direito a refeições, alojamento e reencaminhamento quando os atrasos ultrapassam certos limites. Companhias como Austrian Airlines, KLM e British Airways aconselharam seus clientes corporativos a utilizarem aplicativos móveis e canais de chat automatizados para agilizar a emissão de vouchers, já que as equipes em solo estavam sobrecarregadas. Para os gestores de mobilidade, o episódio serve de alerta: mesmo hubs bem equipados podem travar rapidamente quando múltiplos fatores de estresse se combinam. Viena havia acabado de retomar volumes próximos aos de 2019, e as companhias operavam com cronogramas apertados para o verão, sem muita margem. Equipes de RH com colaboradores em regime de rodízio na região DACH devem, portanto, ter planos alternativos prontos, especialmente via Zurique ou Praga, que escaparam do pior da tempestade. Para o futuro, os meteorologistas austríacos alertam para mais sistemas instáveis no final de abril. A menos que os gargalos de pessoal no controle de tráfego aéreo europeu sejam resolvidos, as multinacionais podem enfrentar ainda mais volatilidade nos itinerários durante a movimentada temporada de conferências em maio.
Fonte: AirHelp