
O impasse entre a maior companhia aérea low-cost da Europa e o governo italiano escalou em 30 de abril, após a Ryanair enviar uma carta formal ao Ministro do Interior, Matteo Piantedosi, exigindo que Roma suspenda a implementação do Sistema de Entrada/Saída da UE (EES) até 1º de setembro. A companhia aérea irlandesa afirma que filas de uma a duas horas já são comuns em nove aeroportos italianos importantes – incluindo Roma-Fiumicino, Milão-Malpensa e Veneza – devido à ausência ou mau funcionamento dos quiosques biométricos e à falta de aumento no efetivo da polícia de fronteira. A Ryanair alerta que os atrasos vão aumentar com o pico do tráfego no verão, causando conexões perdidas e possíveis pedidos de compensação sob o regulamento EU 261, que as companhias podem tentar contestar alegando que os gargalos nas fronteiras são “circunstâncias extraordinárias”. A empresa cita a recente decisão da Grécia de adiar o EES como prova de que os Estados-membros têm flexibilidade legal para suspender o sistema. Bruxelas rejeitou veementemente o pedido. Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o EES está “totalmente operacional” em toda a área Schengen e que o tempo médio de processamento é de cerca de 70 segundos, com algumas passagens chegando a 30 segundos. Qualquer problema residual, acrescentou o porta-voz, são “dificuldades previsíveis de início” que as autoridades nacionais devem resolver localmente. Para os viajantes a negócios, a disputa gera incerteza imediata. As companhias aéreas podem recomendar chegar aos aeroportos italianos com três horas de antecedência, enquanto gestores de viagens devem acompanhar as comunicações das empresas para possíveis revisões nos tempos mínimos de conexão. Multinacionais que realocam funcionários neste verão podem precisar incluir margens extras para escalas nos itinerários ou mudar os pontos de entrada para hubs menos congestionados, como Bolonha ou Nápoles. A longo prazo, o episódio destaca a necessidade de maior coordenação entre agências de fronteira e companhias aéreas, à medida que a Europa avança para fronteiras totalmente digitais, incluindo o próximo sistema de autorização de viagem ETIAS, agora previsto para 2027. Dicas práticas: (1) Incentivar trabalhadores móveis a pré-cadastrarem suas impressões digitais nos consulados locais que oferecem o serviço; (2) lembrar aos funcionários não pertencentes à UE que a primeira captura no EES reinicia a contagem do relógio Schengen; (3) adicionar aplicativos de monitoramento de filas em tempo real (Aeroporto de Fiumicino, SEA Milão) aos painéis de controle de viagens corporativas.
Fonte: La Repubblica
Como a VisaHQ pode ajudar
A VisaHQ simplifica o processo de solicitação de visto para pessoas e empresas. Confira os requisitos de viagem atuais, prepare os documentos necessários e gerencie sua solicitação on-line pelo portal da VisaHQ para Itália.Mais de Itália
Ver tudo
Nova onda de barcos de migrantes traz 265 pessoas para Lampedusa durante a noite
Sindicatos italianos e eslovenos denunciam suspensão da fronteira de Schengen e alertam para prejuízos aos trabalhadores transfronteiriços