
Minutos após o Congresso votar pela reabertura do Departamento de Segurança Interna (DHS), a Airlines for America (A4A) divulgou um comunicado elogiando o acordo, mas alertando que futuras paralisações podem novamente comprometer a segurança da aviação. O CEO Chris Sununu pediu aos legisladores que garantam o pagamento contínuo para os agentes da TSA e oficiais da CBP, citando mais de 1.000 demissões durante a recente interrupção do financiamento e o iminente aumento de visitantes internacionais para a Copa do Mundo de 2026. Dados do grupo mostram que o tempo médio de espera nas filas de segurança dobrou nos 25 aeroportos mais movimentados dos EUA entre março e meados de abril, apesar da redução no volume de passageiros, já que os agentes não remunerados buscaram empregos secundários. As companhias aéreas tiveram custos milionários com remarcações e temem danos à reputação entre turistas internacionais. A A4A propõe um mecanismo automático de apropriações, semelhante ao Fundo de Confiança para Aeroportos e Vias Aéreas, que garantiria a continuidade do pagamento dos trabalhadores da linha de frente da aviação sempre que o orçamento governamental mais amplo fosse interrompido. A proposta conta com o apoio da U.S. Travel Association e de vários senadores centristas, mas enfrenta resistência de defensores do controle fiscal, que argumentam que isso enfraquece a autoridade do Congresso sobre os gastos. Para compradores de viagens corporativas, o episódio reforça o valor dos programas de viajantes confiáveis e do agendamento de voos fora dos horários de pico. Também levanta questões estratégicas sobre biometria de autoatendimento: as companhias aéreas podem acelerar a implantação de corredores de identidade próprios para reduzir a dependência do quadro federal.
Fonte: Airlines for America