
O Departamento de Imigração de Hong Kong (ImmD) anunciou em 22 de maio a prisão de 11 suspeitos de trabalho ilegal e três supostos empregadores durante uma série de operações conjuntas codinomeadas “Twilight”, “Flabbergast”, “Powerplayer”, “Windsand” e “Champion”. As ações, realizadas entre 15 e 21 de maio, focaram em locais de renovação, restaurantes, armazéns e lojas de varejo, após investigadores identificarem anúncios nas redes sociais oferecendo mão de obra a preços reduzidos. Entre os detidos estavam dois homens portando formulários de reconhecimento que proíbem o emprego e uma mulher acusada de usar um cartão de identidade de Hong Kong falsificado. Empregadores com idades entre 36 e 39 anos podem enfrentar multas de até HK$500.000 e até 10 anos de prisão, conforme as penalidades reforçadas introduzidas em 2025. O ImmD reforçou que visitantes estão proibidos de realizar qualquer tipo de trabalho remunerado ou não, sem autorização prévia. O departamento informou que agora realiza triagens rotineiras em todos os detidos para identificar sinais de tráfico de pessoas ou trabalho forçado, oferecendo abrigo, aconselhamento e cuidados médicos às vítimas identificadas. As autoridades incentivam o público a denunciar empregos ilegais por meio de uma linha direta, fax ou formulário online, alertando que o Tribunal Superior estabeleceu sentenças de prisão imediatas como ponto de partida para empregadores infratores. Para empresas multinacionais com cadeias complexas de contratantes, a operação serve como um alerta para auditar a conformidade da força de trabalho, especialmente ao contratar equipes de montagem e ajuda sazonal na preparação para o pico do varejo no verão. A falha em verificar documentos de direito ao trabalho expõe empresas e gestores seniores a responsabilidade criminal, danos à reputação e atrasos nos cronogramas dos projetos. A repressão também indica que a fiscalização migratória continua sendo uma prioridade política, mesmo com o governo atraindo talentos estrangeiros e facilitando os caminhos de visto para profissionais. Por isso, recomenda-se que as empresas combinem estratégias de atração de talentos com rigorosas verificações de admissão e programas de diligência na seleção de fornecedores.