
A Alemanha está prestes a dar um passo decisivo rumo à viagem aérea sem papel. Em 16 de junho de 2026, o Bundestag publicou o projeto final da “Lei para Viabilizar o Processamento Digital de Passageiros”, que será votado em 25 de junho. O projeto altera cinco leis principais — a Lei da Aviação, a Lei do Passaporte, a Lei do Cartão de Identidade, a Lei de Residência e a Lei de Livre Circulação — para criar uma base legal única para o check-in, verificação de identidade e embarque totalmente digitais em todos os aeroportos alemães.
A participação será voluntária para os viajantes, que poderão escolher entre os balcões tradicionais com atendimento ou uma nova fila de autoatendimento biométrico que conecta seu passaporte eletrônico (ou e-ID alemão) ao cartão de embarque. Por trás da iniciativa está a intenção de reduzir filas e eliminar falhas de segurança que têm causado transtornos nos aeroportos durante os períodos de pico.
Segundo o memorando explicativo, o cadastro biométrico (rosto e impressão digital) será feito uma única vez — via aplicativo móvel seguro ou em um quiosque de autoatendimento — após o qual os passageiros poderão passar pelo despacho de bagagem, segurança e portão de embarque usando apenas a tecnologia “rosto como bilhete”. As companhias aéreas ainda deverão transmitir as Informações Antecipadas de Passageiros (API) à Polícia Federal, mas os dados serão enviados automaticamente pelo sistema de uso comum do aeroporto, eliminando a entrada manual duplicada e reduzindo erros.
Para as equipes de mobilidade corporativa, a mudança é significativa. Os aeroportos alemães receberam cerca de 248 milhões de viajantes no ano passado; só Frankfurt processou 54 milhões. A Associação Federal das Empresas de Aviação da Alemanha (BDL) estima que economizar 20 segundos por passageiro na segurança gera uma economia anual de €120 milhões para as companhias aéreas em horas extras de tripulação e custos com atrasos. Gestores globais de viagens podem, portanto, esperar rotações de voos mais suaves e menos conexões perdidas quando o sistema estiver em operação.
Empregadores que transferem funcionários para a Alemanha também se beneficiarão com a simplificação das verificações de identidade: a lei integra explicitamente os títulos de residência eletrônicos, permitindo que estrangeiros não pertencentes à UE façam o cadastro do Aufenthaltstitel junto com seus passaportes.
A proteção da privacidade é um ponto central. Os dados biométricos serão armazenados localmente no aeroporto por no máximo 24 horas e criptografados de ponta a ponta ao serem transferidos para sistemas das companhias aéreas ou do governo; a legislação proíbe o perfilamento comportamental e exige consentimento separado para qualquer uso de marketing. Fundamentalmente, o projeto reforça que os viajantes mantêm o direito de optar pelo processo manual — uma concessão importante para defensores da proteção de dados e para passageiros ocasionais que não possuem documentos eletrônicos.
Se aprovado, a Alemanha se juntará à Holanda, Espanha e Singapura na oferta de processamento digital de embarque em todo o país. Um piloto de seis meses começará em outubro nos aeroportos de Berlim BER e Munique, com uma avaliação obrigatória de impacto prevista para meados de 2027. Empresas multinacionais devem atualizar suas orientações para viajantes, garantir que os e-passaportes dos funcionários estejam válidos por pelo menos seis meses e coordenar com provedores de duty of care para integrar as filas biométricas às plataformas de rastreamento em tempo real.
A participação será voluntária para os viajantes, que poderão escolher entre os balcões tradicionais com atendimento ou uma nova fila de autoatendimento biométrico que conecta seu passaporte eletrônico (ou e-ID alemão) ao cartão de embarque. Por trás da iniciativa está a intenção de reduzir filas e eliminar falhas de segurança que têm causado transtornos nos aeroportos durante os períodos de pico.
Segundo o memorando explicativo, o cadastro biométrico (rosto e impressão digital) será feito uma única vez — via aplicativo móvel seguro ou em um quiosque de autoatendimento — após o qual os passageiros poderão passar pelo despacho de bagagem, segurança e portão de embarque usando apenas a tecnologia “rosto como bilhete”. As companhias aéreas ainda deverão transmitir as Informações Antecipadas de Passageiros (API) à Polícia Federal, mas os dados serão enviados automaticamente pelo sistema de uso comum do aeroporto, eliminando a entrada manual duplicada e reduzindo erros.
Para as equipes de mobilidade corporativa, a mudança é significativa. Os aeroportos alemães receberam cerca de 248 milhões de viajantes no ano passado; só Frankfurt processou 54 milhões. A Associação Federal das Empresas de Aviação da Alemanha (BDL) estima que economizar 20 segundos por passageiro na segurança gera uma economia anual de €120 milhões para as companhias aéreas em horas extras de tripulação e custos com atrasos. Gestores globais de viagens podem, portanto, esperar rotações de voos mais suaves e menos conexões perdidas quando o sistema estiver em operação.
Empregadores que transferem funcionários para a Alemanha também se beneficiarão com a simplificação das verificações de identidade: a lei integra explicitamente os títulos de residência eletrônicos, permitindo que estrangeiros não pertencentes à UE façam o cadastro do Aufenthaltstitel junto com seus passaportes.
A proteção da privacidade é um ponto central. Os dados biométricos serão armazenados localmente no aeroporto por no máximo 24 horas e criptografados de ponta a ponta ao serem transferidos para sistemas das companhias aéreas ou do governo; a legislação proíbe o perfilamento comportamental e exige consentimento separado para qualquer uso de marketing. Fundamentalmente, o projeto reforça que os viajantes mantêm o direito de optar pelo processo manual — uma concessão importante para defensores da proteção de dados e para passageiros ocasionais que não possuem documentos eletrônicos.
Se aprovado, a Alemanha se juntará à Holanda, Espanha e Singapura na oferta de processamento digital de embarque em todo o país. Um piloto de seis meses começará em outubro nos aeroportos de Berlim BER e Munique, com uma avaliação obrigatória de impacto prevista para meados de 2027. Empresas multinacionais devem atualizar suas orientações para viajantes, garantir que os e-passaportes dos funcionários estejam válidos por pelo menos seis meses e coordenar com provedores de duty of care para integrar as filas biométricas às plataformas de rastreamento em tempo real.
Fonte: Deutscher Bundestag