
O Ministério das Relações Exteriores da Índia (MEA) convocou em 14 de julho o vice-chefe da missão do Irã para protestar contra ataques próximos ao Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de um cidadão indiano e ferimentos em vários outros a bordo de um petroleiro registrado nas Ilhas Marshall. O porta-voz do MEA, Randhir Jaiswal, afirmou à imprensa que Nova Délhi exigiu a cessação imediata das hostilidades e reiterou que a liberdade de navegação e o fluxo ininterrupto de energia são “inegociáveis” para a estabilidade econômica global. O Estreito, por onde transitam cerca de 40% das importações indianas de petróleo bruto, tem sido palco de uma série de incidentes com drones e mísseis desde os ataques dos EUA e Israel ao território iraniano em abril. Os prêmios de seguro para petroleiros que atracam em portos indianos já subiram entre 15% e 20%, custos que, segundo analistas, acabarão impactando os preços domésticos de combustível para aviação e logística. Para as equipes de mobilidade global, o alerta de segurança traz consequências práticas. Companhias aéreas recalibram rotas para evitar a passagem estreita; uma nova escalada pode forçar desvios mais longos e reduzir ainda mais a capacidade já limitada para a Ásia Ocidental. Atrasos no transporte marítimo também podem afetar mudanças de bens domésticos para expatriados, especialmente o tráfego de contêineres em transbordo no porto de Jebel Ali. A declaração do MEA alinha a Índia às chamadas do G7 por desescalada marítima e indica que Nova Délhi pode considerar participar de patrulhas multilaterais caso a situação se agrave. As grandes empresas de energia, como Reliance Industries e IOC, estariam revisando contratos alternativos via Cabo da Boa Esperança, caso os custos de risco de guerra ultrapassem níveis comercialmente viáveis. Gestores de mobilidade devem considerar possíveis aumentos nos preços dos combustíveis nos orçamentos de viagem para 2026/27 e manter os colaboradores informados sobre atualizações nas orientações de segurança para trânsito no Golfo.
Fonte: Akashvani News