
A nova taxa de €3 da União Europeia sobre encomendas de baixo valor vindas da China está em vigor há pouco mais de três semanas, mas especialistas em logística já alertam para um efeito colateral inesperado: o redirecionamento das remessas pela Suíça. Uma investigação do Swissinfo, publicada em 22 de julho de 2026, explica como a divergência entre os regimes aduaneiros suíço e da UE pode transformar o país alpino, que não faz parte da UE, em um centro de distribuição para plataformas como Temu e Shein.
Como a Suíça adiou sua própria taxa equivalente para 2028, as encomendas enviadas para Zurique ou Basileia podem atualmente transitar pela zona aduaneira suíça sem tributação, antes de serem transportadas por caminhão ou trem para a área Schengen vizinha. Oficiais da alfândega informaram aos jornalistas que estão recebendo “centenas de milhares” de pacotes extras por dia – volumes que ultrapassam a capacidade de escaneamento e levantam preocupações sobre a segurança dos produtos. A ONG Public Eye alerta que eletrônicos de baixa qualidade ou cosméticos falsificados podem entrar no mercado único da UE por meio dos depósitos suíços.
Para os gestores de cadeias de suprimentos corporativas, essa situação é uma faca de dois gumes. Provedores terceirizados de logística (3PLs) já estão oferecendo soluções de ‘cross-docking suíço’ que prometem entrega no dia seguinte para Alemanha, França ou Áustria, sem a taxa da UE. Embora isso possa reduzir custos na última etapa da entrega a curto prazo, as multinacionais correm o risco de danos à reputação e cobranças retroativas de impostos caso Bruxelas pressione Berna para alinhar as regras antes de 2028.
Politicamente, a questão surge em um momento delicado nas negociações entre Suíça e UE sobre um novo quadro institucional. Diplomatas da UE indicam que a divergência aduaneira no comércio eletrônico será incluída na agenda da próxima reunião do Comitê Conjunto, no outono. Caso a UE decida classificar a Suíça como uma “zona especial de suspensão de direitos”, as transportadoras poderão enfrentar burocracia adicional ou até depósitos de segurança ao exportar via centros suíços.
Empresas que importam bens de consumo pela Suíça devem, portanto, realizar uma avaliação de riscos, mapear os fluxos de encomendas e se preparar para possíveis mudanças nas regras a médio prazo. Enquanto isso, a alfândega suíça planeja testar um sistema automatizado de análise de riscos em 2027, mas até lá as taxas de inspeção permanecerão baixas, tornando a conformidade voluntária – declarações CN22 precisas e registro do IVA suíço – a opção mais segura para remetentes com alto volume.
Como a Suíça adiou sua própria taxa equivalente para 2028, as encomendas enviadas para Zurique ou Basileia podem atualmente transitar pela zona aduaneira suíça sem tributação, antes de serem transportadas por caminhão ou trem para a área Schengen vizinha. Oficiais da alfândega informaram aos jornalistas que estão recebendo “centenas de milhares” de pacotes extras por dia – volumes que ultrapassam a capacidade de escaneamento e levantam preocupações sobre a segurança dos produtos. A ONG Public Eye alerta que eletrônicos de baixa qualidade ou cosméticos falsificados podem entrar no mercado único da UE por meio dos depósitos suíços.
Para os gestores de cadeias de suprimentos corporativas, essa situação é uma faca de dois gumes. Provedores terceirizados de logística (3PLs) já estão oferecendo soluções de ‘cross-docking suíço’ que prometem entrega no dia seguinte para Alemanha, França ou Áustria, sem a taxa da UE. Embora isso possa reduzir custos na última etapa da entrega a curto prazo, as multinacionais correm o risco de danos à reputação e cobranças retroativas de impostos caso Bruxelas pressione Berna para alinhar as regras antes de 2028.
Politicamente, a questão surge em um momento delicado nas negociações entre Suíça e UE sobre um novo quadro institucional. Diplomatas da UE indicam que a divergência aduaneira no comércio eletrônico será incluída na agenda da próxima reunião do Comitê Conjunto, no outono. Caso a UE decida classificar a Suíça como uma “zona especial de suspensão de direitos”, as transportadoras poderão enfrentar burocracia adicional ou até depósitos de segurança ao exportar via centros suíços.
Empresas que importam bens de consumo pela Suíça devem, portanto, realizar uma avaliação de riscos, mapear os fluxos de encomendas e se preparar para possíveis mudanças nas regras a médio prazo. Enquanto isso, a alfândega suíça planeja testar um sistema automatizado de análise de riscos em 2027, mas até lá as taxas de inspeção permanecerão baixas, tornando a conformidade voluntária – declarações CN22 precisas e registro do IVA suíço – a opção mais segura para remetentes com alto volume.
Fonte: SWI swissinfo.ch
Como a VisaHQ pode ajudar
A VisaHQ simplifica o processo de solicitação de visto para pessoas e empresas. Confira os requisitos de viagem atuais, prepare os documentos necessários e gerencie sua solicitação on-line pelo portal da VisaHQ para Suíça.Mais de Suíça
Ver tudo
Novos Dados Revelam Tendências Divergentes para a Força de Trabalho Transfronteiriça do Ticino
Parlamentares suíços pressionam para ampliar licença remunerada obrigatória — impactos nos custos de deslocamento