
O presidente do Tribunal Administrativo Federal da Áustria (Bundesverwaltungsgericht, BVwG) lançou um alerta incomum e contundente em 30 de julho de 2026: a menos que o tribunal receba pelo menos vinte novas vagas para juízes e equipe de apoio, todo o sistema de recursos para casos de migração e mobilidade pode parar completamente. Apresentando o relatório de atividades de 2025, o presidente Christian Filzwieser revelou um aumento de 25% no número de processos em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por dois fatores: a implementação do Sistema Europeu Comum de Asilo reformado (GEAS) e o pacote legislativo austríaco de 2026, que alinhou as regras nacionais a essa reforma.
Segundo o GEAS, todas as rejeições de pedidos de asilo em primeira instância devem ser revisadas dentro de prazos extremamente curtos; na Áustria, essa responsabilidade cabe ao BVwG. Paralelamente, o tribunal passou a ter jurisdição sobre disputas envolvendo os novos procedimentos de permissão única para trabalhadores altamente qualificados, trabalhadores sazonais e transferências intraempresariais. Filzwieser destacou que o tribunal abriu 30.550 novos processos em 2025 — muitos deles casos complexos de mobilidade que exigem intérpretes, pesquisas sobre o país de origem e tramitação acelerada. No entanto, os aumentos prometidos no quadro de pessoal nunca se concretizaram, deixando os juízes com até 600 processos pendentes cada um.
Na prática, o acúmulo de processos já começa a afetar o setor empresarial. Empresas multinacionais relatam tempos de espera mais longos para recursos contra decisões negativas sobre o Cartão Vermelho-Branco-Vermelho ou o Cartão Azul da UE; sem uma decisão final, os trabalhadores designados não podem iniciar suas atividades na Áustria. Advogados especializados em imigração observam que até mesmo revogações rotineiras de autorizações de residência — muitas vezes causadas por pequenas falhas administrativas — agora levam meses para serem resolvidas. Se o gargalo se aprofundar, a Áustria corre o risco de comprometer sua imagem como um polo de talentos sem burocracia, justamente quando países vizinhos como Alemanha e República Tcheca estão simplificando seus próprios regimes de vistos de trabalho.
Filzwieser pediu aos Ministérios da Justiça e do Interior que transformem as “promessas no papel” em contratações efetivas, alertando que, caso contrário, o Estado enfrentará um aumento de pedidos de indenização por parte dos requerentes cujos prazos legais para decisão forem descumpridos. Ele também solicitou regras processuais mais claras sobre o uso de inteligência artificial na avaliação de provas e mais poderes para devolver decisões migratórias equivocadas às autoridades de primeira instância, evitando a necessidade de reabrir investigações inteiras internamente.
Para os gestores de mobilidade global, a mensagem é clara: planejar prazos maiores para deslocamentos à Áustria e considerar opções de tramitação acelerada (como o visto Start-up ou a permissão ICT) que dispensam testes de mercado de trabalho contestados. Caso o problema de pessoal não seja resolvido, as empresas poderão precisar incluir custos com representação jurídica nos orçamentos de mobilidade ou explorar arranjos temporários de trabalho remoto até a conclusão dos recursos.
Segundo o GEAS, todas as rejeições de pedidos de asilo em primeira instância devem ser revisadas dentro de prazos extremamente curtos; na Áustria, essa responsabilidade cabe ao BVwG. Paralelamente, o tribunal passou a ter jurisdição sobre disputas envolvendo os novos procedimentos de permissão única para trabalhadores altamente qualificados, trabalhadores sazonais e transferências intraempresariais. Filzwieser destacou que o tribunal abriu 30.550 novos processos em 2025 — muitos deles casos complexos de mobilidade que exigem intérpretes, pesquisas sobre o país de origem e tramitação acelerada. No entanto, os aumentos prometidos no quadro de pessoal nunca se concretizaram, deixando os juízes com até 600 processos pendentes cada um.
Na prática, o acúmulo de processos já começa a afetar o setor empresarial. Empresas multinacionais relatam tempos de espera mais longos para recursos contra decisões negativas sobre o Cartão Vermelho-Branco-Vermelho ou o Cartão Azul da UE; sem uma decisão final, os trabalhadores designados não podem iniciar suas atividades na Áustria. Advogados especializados em imigração observam que até mesmo revogações rotineiras de autorizações de residência — muitas vezes causadas por pequenas falhas administrativas — agora levam meses para serem resolvidas. Se o gargalo se aprofundar, a Áustria corre o risco de comprometer sua imagem como um polo de talentos sem burocracia, justamente quando países vizinhos como Alemanha e República Tcheca estão simplificando seus próprios regimes de vistos de trabalho.
Filzwieser pediu aos Ministérios da Justiça e do Interior que transformem as “promessas no papel” em contratações efetivas, alertando que, caso contrário, o Estado enfrentará um aumento de pedidos de indenização por parte dos requerentes cujos prazos legais para decisão forem descumpridos. Ele também solicitou regras processuais mais claras sobre o uso de inteligência artificial na avaliação de provas e mais poderes para devolver decisões migratórias equivocadas às autoridades de primeira instância, evitando a necessidade de reabrir investigações inteiras internamente.
Para os gestores de mobilidade global, a mensagem é clara: planejar prazos maiores para deslocamentos à Áustria e considerar opções de tramitação acelerada (como o visto Start-up ou a permissão ICT) que dispensam testes de mercado de trabalho contestados. Caso o problema de pessoal não seja resolvido, as empresas poderão precisar incluir custos com representação jurídica nos orçamentos de mobilidade ou explorar arranjos temporários de trabalho remoto até a conclusão dos recursos.
Fonte: ORF.at
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