
Antes do Dia Internacional da Mulher, a Agência Federal de Emprego (BA) divulgou, em 6 de março, relatórios sobre o mercado de trabalho mostrando que o emprego feminino entre migrantes atingiu um recorde de 2,14 milhões em 2025 — um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior. Regiões como Pirna registram taxas de emprego feminino de 68%, bem acima da média nacional. Analistas da BA atribuem esse crescimento à flexibilização das regras de permissão de trabalho para deslocados ucranianos, à ampliação dos vouchers para cursos de idioma e à crescente demanda nos setores de cuidados e serviços na Alemanha. No entanto, mulheres com histórico migratório ainda estão sub-representadas em profissões nas áreas de MINT (Matemática, Informática, Ciências Naturais e Tecnologia), ocupando menos de 10% dessas vagas na Saxônia. Para reduzir essa disparidade, os escritórios locais da BA anunciaram sessões de aconselhamento direcionadas, complementos para auxílio-creche e reconhecimento acelerado de diplomas estrangeiros em TI. Empregadores que contratam pelo Ato de Imigração de Trabalhadores Qualificados podem acessar subsídios salariais que cobrem até 50% dos custos de cursos de idioma para contratações femininas. Para profissionais de mobilidade, os dados reforçam a importância de programas de dupla carreira que auxiliem cônjuges acompanhantes a obterem permissões de trabalho e se qualificarem rapidamente — um fator cada vez mais crucial para a retenção em um mercado de trabalho alemão tão competitivo.
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