
Com o Brasil prestes a reintroduzir a exigência de visto para visitantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália a partir de 18 de março, a demanda pelo novo eVisa online do país disparou a níveis recordes — revelando falhas técnicas que têm deixado as equipes de mobilidade em busca de alternativas. Nas últimas 24 horas, os moderadores do fórum r/Brazil, com 500 mil membros, redirecionaram uma enxurrada de reclamações de viajantes para um “mega-tópico” dedicado ao eVisa, citando falhas no pagamento, tempos de espera excessivos e e-mails de confirmação não recebidos na plataforma VFSevisa.
Uma publicação separada na comunidade de expatriados do r/Brazil, em 13 de março, mostra candidatos aguardando mais de dez dias úteis por uma resposta do consulado em Montreal, apesar do prazo de processamento anunciado de três dias. Os consulados brasileiros em Nova York, Toronto e Sydney reagiram na sexta-feira com comunicados idênticos, recomendando que os viajantes não comprem passagens não reembolsáveis até que seus vistos digitais sejam aprovados. Também lembraram que o sistema não aceita cartões American Express — uma causa frequente de falhas nos pagamentos — e que os arquivos enviados devem ter menos de três megabytes.
O acúmulo de pedidos é especialmente preocupante para os gestores de mobilidade corporativa que estão transferindo engenheiros e palestrantes para a São Paulo Tech Week (25 a 29 de março). Uma empresa de relocação com sede em São Paulo disse ao Global Mobility News que o tempo padrão para emissão de cartas-convite dobrou, pois os clientes agora exigem agendamento presencial para visto como plano B.
Autoridades do Ministério do Turismo afirmam que os problemas são “dores de crescimento temporárias”, destacando que o portal processou 23 mil solicitações apenas em 12 de março — dez vezes a média diária de fevereiro. No entanto, a VFSGLOBAL, empresa privada responsável pela plataforma, contratou discretamente mais agentes para o call center e está ampliando a capacidade dos servidores após admitir “instabilidade intermitente em períodos de pico”.
Dicas práticas para empregadores: 1) orientar os viajantes a pagarem apenas com Visa ou Mastercard; 2) compactar PDFs para menos de 1 MB; 3) prever pelo menos 12 dias úteis para aprovação; e 4) guardar capturas de tela de cada etapa da submissão para eventual intervenção manual. Empresas com viajantes frequentes devem considerar o visto empresarial VIVIS de múltiplas entradas, que, apesar das taxas mais altas, ainda permite o protocolo presencial em consulados que não estão totalmente lotados.
Para o futuro, o Ministério das Relações Exteriores informa que fará uma avaliação do desempenho do sistema eVisa no meio de abril. A segunda fase planejada — que incluirá solicitações em grupo e uma API para plataformas corporativas de viagem — foi adiada para “não antes de junho”, o que significa que os gargalos atuais podem persistir durante a alta temporada de convenções no Brasil.
Uma publicação separada na comunidade de expatriados do r/Brazil, em 13 de março, mostra candidatos aguardando mais de dez dias úteis por uma resposta do consulado em Montreal, apesar do prazo de processamento anunciado de três dias. Os consulados brasileiros em Nova York, Toronto e Sydney reagiram na sexta-feira com comunicados idênticos, recomendando que os viajantes não comprem passagens não reembolsáveis até que seus vistos digitais sejam aprovados. Também lembraram que o sistema não aceita cartões American Express — uma causa frequente de falhas nos pagamentos — e que os arquivos enviados devem ter menos de três megabytes.
O acúmulo de pedidos é especialmente preocupante para os gestores de mobilidade corporativa que estão transferindo engenheiros e palestrantes para a São Paulo Tech Week (25 a 29 de março). Uma empresa de relocação com sede em São Paulo disse ao Global Mobility News que o tempo padrão para emissão de cartas-convite dobrou, pois os clientes agora exigem agendamento presencial para visto como plano B.
Autoridades do Ministério do Turismo afirmam que os problemas são “dores de crescimento temporárias”, destacando que o portal processou 23 mil solicitações apenas em 12 de março — dez vezes a média diária de fevereiro. No entanto, a VFSGLOBAL, empresa privada responsável pela plataforma, contratou discretamente mais agentes para o call center e está ampliando a capacidade dos servidores após admitir “instabilidade intermitente em períodos de pico”.
Dicas práticas para empregadores: 1) orientar os viajantes a pagarem apenas com Visa ou Mastercard; 2) compactar PDFs para menos de 1 MB; 3) prever pelo menos 12 dias úteis para aprovação; e 4) guardar capturas de tela de cada etapa da submissão para eventual intervenção manual. Empresas com viajantes frequentes devem considerar o visto empresarial VIVIS de múltiplas entradas, que, apesar das taxas mais altas, ainda permite o protocolo presencial em consulados que não estão totalmente lotados.
Para o futuro, o Ministério das Relações Exteriores informa que fará uma avaliação do desempenho do sistema eVisa no meio de abril. A segunda fase planejada — que incluirá solicitações em grupo e uma API para plataformas corporativas de viagem — foi adiada para “não antes de junho”, o que significa que os gargalos atuais podem persistir durante a alta temporada de convenções no Brasil.