
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.948, publicado no Diário Oficial da União em 28 de abril de 2026, que põe em vigor o Acordo do MERCOSUL sobre Localidades Fronteiriças Integradas. O pacto — originalmente negociado em 2019 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — cria o Documento de Trânsito de Vizinhança Fronteiriça (DTVF), que permitirá aos moradores de 110 cidades gêmeas ao longo dos 16 mil quilômetros da fronteira sul cruzar os limites para trabalho, estudo, saúde e comércio com burocracia reduzida.
Segundo as novas regras, os residentes elegíveis poderão solicitar o DTVF de cinco anos em postos locais da Polícia Federal, apresentando apenas comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes criminais. Os portadores terão paridade no mercado de trabalho com os nacionais do outro lado da fronteira, acesso a escolas públicas e hospitais, além de uma “via verde” especial em pontos de controle movimentados, como Foz do Iguaçu–Ciudad del Este e Santana do Livramento–Rivera.
O acordo também simplifica a importação temporária de veículos particulares e isenta o transporte leve de mercadorias fronteiriças da exigência de licenças ATIT, reduzindo custos para pequenos comerciantes. Para empresas multinacionais com unidades em ambos os lados da fronteira — fornecedores automotivos em Uruguaiana/Paso de los Libres ou processadoras do agronegócio em Ponta Porã/Pedro Juan Caballero — o DTVF promete agilizar o deslocamento de técnicos e diminuir a contribuição previdenciária em duplicidade.
As equipes de RH devem atualizar as políticas de mobilidade para considerar os portadores do DTVF como contratados locais para fins trabalhistas, embora as equipes de imigração devam continuar monitorando a validade dos antecedentes criminais e a expiração do documento. Municípios fronteiriços esperam que a medida formalize grandes contingentes de trabalhadores informais. Um estudo da ONU-OIM de 2025 estimou que até 85 mil brasileiros trabalhavam diariamente na Argentina ou Paraguai sem documentação adequada.
Câmaras de comércio locais receberam o decreto com otimismo, prevendo aumento de 12% nas vendas varejistas transfronteiriças no mesmo dia já no primeiro ano. Agências de segurança destacam que o DTVF biométrico — com código QR e integração às bases de dados de risco do MERCOSUL — vai aprimorar o combate a redes de tráfico humano.
O decreto entra em vigor imediatamente, mas a implementação operacional será gradual, à medida que a polícia fronteiriça adapte o software de emissão e treine os funcionários. Empregadores brasileiros nas cidades afetadas já podem começar a patrocinar pedidos; Argentina e Paraguai indicaram que reconhecerão os DTVFs brasileiros a partir de 15 de maio, enquanto o Uruguai definiu 1º de junho como data de início.
Segundo as novas regras, os residentes elegíveis poderão solicitar o DTVF de cinco anos em postos locais da Polícia Federal, apresentando apenas comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes criminais. Os portadores terão paridade no mercado de trabalho com os nacionais do outro lado da fronteira, acesso a escolas públicas e hospitais, além de uma “via verde” especial em pontos de controle movimentados, como Foz do Iguaçu–Ciudad del Este e Santana do Livramento–Rivera.
O acordo também simplifica a importação temporária de veículos particulares e isenta o transporte leve de mercadorias fronteiriças da exigência de licenças ATIT, reduzindo custos para pequenos comerciantes. Para empresas multinacionais com unidades em ambos os lados da fronteira — fornecedores automotivos em Uruguaiana/Paso de los Libres ou processadoras do agronegócio em Ponta Porã/Pedro Juan Caballero — o DTVF promete agilizar o deslocamento de técnicos e diminuir a contribuição previdenciária em duplicidade.
As equipes de RH devem atualizar as políticas de mobilidade para considerar os portadores do DTVF como contratados locais para fins trabalhistas, embora as equipes de imigração devam continuar monitorando a validade dos antecedentes criminais e a expiração do documento. Municípios fronteiriços esperam que a medida formalize grandes contingentes de trabalhadores informais. Um estudo da ONU-OIM de 2025 estimou que até 85 mil brasileiros trabalhavam diariamente na Argentina ou Paraguai sem documentação adequada.
Câmaras de comércio locais receberam o decreto com otimismo, prevendo aumento de 12% nas vendas varejistas transfronteiriças no mesmo dia já no primeiro ano. Agências de segurança destacam que o DTVF biométrico — com código QR e integração às bases de dados de risco do MERCOSUL — vai aprimorar o combate a redes de tráfico humano.
O decreto entra em vigor imediatamente, mas a implementação operacional será gradual, à medida que a polícia fronteiriça adapte o software de emissão e treine os funcionários. Empregadores brasileiros nas cidades afetadas já podem começar a patrocinar pedidos; Argentina e Paraguai indicaram que reconhecerão os DTVFs brasileiros a partir de 15 de maio, enquanto o Uruguai definiu 1º de junho como data de início.
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