
Em entrevista à Euronews em 30 de abril, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migração, Elma Saiz, apresentou a estratégia migratória da Espanha como “quase uma política de Estado”, focada na integração, vias legais e nas necessidades do mercado de trabalho. Em sua primeira visita a Bruxelas desde que assumiu o cargo em janeiro, Saiz destacou que 43% dos empregos criados desde a reforma trabalhista espanhola de 2022 foram ocupados por trabalhadores estrangeiros. A ministra defendeu que uma migração ordenada e baseada em direitos é indispensável para a sustentabilidade demográfica da Espanha e para suprir as lacunas persistentes de habilidades em setores como turismo, agricultura, saúde e o crescente setor tecnológico.
A Espanha tem se afastado das chegadas irregulares em direção a canais legais: em 2025, o país emitiu 35% mais autorizações de trabalho do que em 2023, ampliou os programas de migração circular com Marrocos e Honduras, e lançou um visto para nômades digitais que atraiu 12 mil profissionais remotos no primeiro ano. Saiz também destacou a Regularização Extraordinária de abril de 2026, um processo único que concederá residência a cerca de 500 mil migrantes indocumentados que comprovem vínculos com a Espanha antes de 1º de janeiro de 2026. Segundo ela, o programa “tira as pessoas da economia informal, aumenta a arrecadação fiscal e protege os trabalhadores”.
As federações empresariais apoiam amplamente a política. A Confederação Espanhola de Empresários e Indústrias (CEOE) afirma que a regularização reduzirá o trabalho não declarado, enquanto a associação hoteleira Cehat espera que a medida alivie a escassez recorde de mão de obra sazonal antes da temporada de verão. Os críticos, liderados pelo Partido Popular e pela extrema-direita Vox, argumentam que o governo está sinalizando uma postura de “porta aberta” que poderia incentivar futuras chegadas irregulares. Saiz rejeitou essa alegação, ressaltando que a fiscalização nas fronteiras externas da Espanha “permanece firme” e que a regularização se aplica apenas a pessoas já presentes no país.
Para os gestores de mobilidade, a mensagem é clara: a Espanha está reforçando uma combinação de migração controlada, mas acolhedora. Empresas com estratégias globais de talentos podem esperar um processamento mais rápido de autorizações na Unidade de Grandes Empresas (UGE), enquanto empresas remotas devem observar a exigência de que os portadores do visto de nômade digital se registrem nas autoridades municipais em até 30 dias após a chegada. As equipes de RH são aconselhadas a atualizar os manuais de realocação para refletir as regras simplificadas de reunificação familiar e a nova obrigação dos empregadores de custear o treinamento linguístico dos migrantes em certos acordos coletivos.
O posicionamento da Espanha como uma defensora “pragmática e pró-migração” pode também influenciar a União Europeia. Bruxelas está finalizando um Banco de Talentos destinado a conectar trabalhadores de países terceiros com as carências nos Estados-membros; fontes do serviço público afirmam que os dados espanhóis sobre regularização e integração no mercado de trabalho estão sendo diretamente incorporados ao projeto. Se outras capitais seguirão o exemplo de Madri dependerá do clima político interno — mas, por enquanto, a Espanha está definindo o tom mais avançado do bloco em mobilidade.
A Espanha tem se afastado das chegadas irregulares em direção a canais legais: em 2025, o país emitiu 35% mais autorizações de trabalho do que em 2023, ampliou os programas de migração circular com Marrocos e Honduras, e lançou um visto para nômades digitais que atraiu 12 mil profissionais remotos no primeiro ano. Saiz também destacou a Regularização Extraordinária de abril de 2026, um processo único que concederá residência a cerca de 500 mil migrantes indocumentados que comprovem vínculos com a Espanha antes de 1º de janeiro de 2026. Segundo ela, o programa “tira as pessoas da economia informal, aumenta a arrecadação fiscal e protege os trabalhadores”.
As federações empresariais apoiam amplamente a política. A Confederação Espanhola de Empresários e Indústrias (CEOE) afirma que a regularização reduzirá o trabalho não declarado, enquanto a associação hoteleira Cehat espera que a medida alivie a escassez recorde de mão de obra sazonal antes da temporada de verão. Os críticos, liderados pelo Partido Popular e pela extrema-direita Vox, argumentam que o governo está sinalizando uma postura de “porta aberta” que poderia incentivar futuras chegadas irregulares. Saiz rejeitou essa alegação, ressaltando que a fiscalização nas fronteiras externas da Espanha “permanece firme” e que a regularização se aplica apenas a pessoas já presentes no país.
Para os gestores de mobilidade, a mensagem é clara: a Espanha está reforçando uma combinação de migração controlada, mas acolhedora. Empresas com estratégias globais de talentos podem esperar um processamento mais rápido de autorizações na Unidade de Grandes Empresas (UGE), enquanto empresas remotas devem observar a exigência de que os portadores do visto de nômade digital se registrem nas autoridades municipais em até 30 dias após a chegada. As equipes de RH são aconselhadas a atualizar os manuais de realocação para refletir as regras simplificadas de reunificação familiar e a nova obrigação dos empregadores de custear o treinamento linguístico dos migrantes em certos acordos coletivos.
O posicionamento da Espanha como uma defensora “pragmática e pró-migração” pode também influenciar a União Europeia. Bruxelas está finalizando um Banco de Talentos destinado a conectar trabalhadores de países terceiros com as carências nos Estados-membros; fontes do serviço público afirmam que os dados espanhóis sobre regularização e integração no mercado de trabalho estão sendo diretamente incorporados ao projeto. Se outras capitais seguirão o exemplo de Madri dependerá do clima político interno — mas, por enquanto, a Espanha está definindo o tom mais avançado do bloco em mobilidade.
Fonte: Euronews