
A Comissão Europeia deu um passo importante para aliviar a crescente preocupação em torno do novo Sistema de Entrada/Saída (EES), permitindo que os Estados-Membros ativem ou desativem funções biométricas essenciais durante períodos de pico. A clarificação, divulgada em Bruxelas no dia 2 de maio de 2026, ocorre menos de um mês após o EES ter se tornado totalmente operacional em 10 de abril, e segue a forte pressão de Bélgica, França, Itália e Grécia, além das maiores companhias aéreas europeias.
Segundo o acordo, a polícia de fronteira poderá suspender temporariamente a captura de impressões digitais ou imagens faciais quando as filas ultrapassarem determinados limites, continuando, porém, a registrar eletronicamente os dados do passaporte e a data da passagem. O porta-voz da Comissão, Markus Lampert, destacou que a decisão não é uma suspensão, mas sim uma válvula de segurança, ressaltando o tempo médio de processamento de 70 segundos e mais de 61 milhões de entradas e saídas automatizadas registradas desde as fases-piloto iniciadas em outubro.
A ministra do Interior da Bélgica, Annelies Verlinden, saudou a medida, lembrando que o Aeroporto de Bruxelas já havia alertado para a necessidade de “faixas de contingência” caso não fosse concedida flexibilidade antes dos picos de viagens do Dia da Ascensão e Pentecostes. Do ponto de vista da mobilidade empresarial, a mudança reduz o risco de conexões perdidas e custos adicionais para empregadores multinacionais que transferem funcionários pela fronteira externa da UE.
Empresas de gestão de viagens informaram ao The Brussels Times que as corporações estavam preparando buffers de 90 minutos nos itinerários; muitas agora devem voltar à recomendação pré-EES de 45 minutos, caso a flexibilidade seja confirmada em aeroportos e terminais de ferry específicos. A Eurostar — onde as polícias belga e francesa operam controles fronteiriços justapostos em Londres — afirmou que poderá evitar limitar as partidas nos horários de pico.
No entanto, entidades do setor como Airlines for Europe (A4E) e a Global Business Travel Association (GBTA) continuam a defender uma suspensão total até setembro, alertando que pausas pontuais podem causar confusão. A Comissão incumbiu a eu-LISA, a agência da UE responsável pela plataforma tecnológica, de publicar painéis de status do sistema em tempo real para que companhias aéreas e viajantes possam antecipar possíveis lentidões.
Para gestores de mobilidade global, as ações imediatas incluem atualizar os modelos de comunicação pré-viagem, rever os tempos mínimos de conexão em bilhetes intra-UE e garantir que trabalhadores móveis compreendam que a coleta de impressões digitais ainda pode ser exigida em dias menos movimentados. Empregadores belgas que patrocinam trabalhadores com Permissão Única também devem observar que o cronograma do EES continua crucial para o cálculo de permanência irregular em vistos — a flexibilidade incorporada altera o processo, mas não a regra fundamental dos 90/180 dias.
Segundo o acordo, a polícia de fronteira poderá suspender temporariamente a captura de impressões digitais ou imagens faciais quando as filas ultrapassarem determinados limites, continuando, porém, a registrar eletronicamente os dados do passaporte e a data da passagem. O porta-voz da Comissão, Markus Lampert, destacou que a decisão não é uma suspensão, mas sim uma válvula de segurança, ressaltando o tempo médio de processamento de 70 segundos e mais de 61 milhões de entradas e saídas automatizadas registradas desde as fases-piloto iniciadas em outubro.
A ministra do Interior da Bélgica, Annelies Verlinden, saudou a medida, lembrando que o Aeroporto de Bruxelas já havia alertado para a necessidade de “faixas de contingência” caso não fosse concedida flexibilidade antes dos picos de viagens do Dia da Ascensão e Pentecostes. Do ponto de vista da mobilidade empresarial, a mudança reduz o risco de conexões perdidas e custos adicionais para empregadores multinacionais que transferem funcionários pela fronteira externa da UE.
Empresas de gestão de viagens informaram ao The Brussels Times que as corporações estavam preparando buffers de 90 minutos nos itinerários; muitas agora devem voltar à recomendação pré-EES de 45 minutos, caso a flexibilidade seja confirmada em aeroportos e terminais de ferry específicos. A Eurostar — onde as polícias belga e francesa operam controles fronteiriços justapostos em Londres — afirmou que poderá evitar limitar as partidas nos horários de pico.
No entanto, entidades do setor como Airlines for Europe (A4E) e a Global Business Travel Association (GBTA) continuam a defender uma suspensão total até setembro, alertando que pausas pontuais podem causar confusão. A Comissão incumbiu a eu-LISA, a agência da UE responsável pela plataforma tecnológica, de publicar painéis de status do sistema em tempo real para que companhias aéreas e viajantes possam antecipar possíveis lentidões.
Para gestores de mobilidade global, as ações imediatas incluem atualizar os modelos de comunicação pré-viagem, rever os tempos mínimos de conexão em bilhetes intra-UE e garantir que trabalhadores móveis compreendam que a coleta de impressões digitais ainda pode ser exigida em dias menos movimentados. Empregadores belgas que patrocinam trabalhadores com Permissão Única também devem observar que o cronograma do EES continua crucial para o cálculo de permanência irregular em vistos — a flexibilidade incorporada altera o processo, mas não a regra fundamental dos 90/180 dias.
Fonte: eKathimerini
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