
Uma decisão de um tribunal distrital, divulgada no início do dia 17 de junho, anulou dois memorandos internos do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) que orientavam os agentes a suspender a análise de benefícios solicitados por nacionais de países sujeitos a restrições de viagem. A decisão concluiu que as diretrizes violaram a Lei de Procedimento Administrativo, pois o USCIS não realizou a necessária consulta pública. Com efeito imediato, pedidos de asilo, ajuste de status, autorização de trabalho (EAD) e naturalização afetados pela suspensão — estimados em 190 mil solicitações — devem ser retomados. Empregadores com extensões de visto H-1B e patrocínios para green card de funcionários de países “de alto risco” devem ver a retomada da emissão de cartões de autorização de trabalho e decisões sobre formulários I-485 nas próximas semanas. Advogados alertam, porém, que o acúmulo de processos desde a pausa em dezembro de 2025 pode atrasar aprovações finais até 2027. O tribunal também proibiu o USCIS de emitir suspensões semelhantes sem regulamentação formal, indicando maior rigor judicial sobre políticas da agência por meio de memorandos. Multinacionais devem acompanhar o Federal Register para eventuais propostas substitutas e estar preparadas para solicitar processamento acelerado quando prazos de projetos dependerem da mobilidade dos funcionários. Para indivíduos cujo status expirou durante a paralisação dos casos, a decisão pode permitir a reintegração retroativa (nunc pro tunc). Equipes de RH devem revisar processos pendentes, confirmar atualizações de endereço para evitar perda de notificações e comunicar a boa notícia aos trabalhadores afetados.
Fonte: National Law Review