
Com os Estados Unidos elevando barreiras tarifárias contra as exportações brasileiras nesta semana, Brasília aposta ainda mais no multilateralismo. Em 22 de julho, o Senado Federal confirmou 16 tratados internacionais aprovados no primeiro semestre de 2026 — mais do que no mesmo período de 2024 e 2025 juntos. O pacote inclui desde o tão aguardado acordo Mercosul-UE, até arranjos de serviços aéreos no estilo “céus abertos” com o Catar, e acordos de livre comércio com a EFTA e Cingapura.
Parlamentares e a comissão de relações exteriores (CRE) defendem que ampliar a rede de acordos do Brasil é o melhor antídoto contra o crescente protecionismo econômico no exterior. Para os profissionais de mobilidade global, as medidas vão muito além das tarifas. O acordo Mercosul-UE, em vigor desde 1º de maio, prevê o reconhecimento mútuo de qualificações profissionais e cria um órgão consultivo para tratar de entraves em vistos de negócios — fundamental para executivos que circulam entre São Paulo, Frankfurt e Paris.
O pacto com a EFTA permite que 99% das exportações agrícolas e industriais brasileiras entrem na Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein sem tarifas, além de obrigar os membros a simplificar o processo de concessão de vistos de trabalho em até dois anos. Já o acordo com Cingapura eliminará 95% das tarifas e introduz uma isenção de visto de negócios para múltiplas entradas de até 90 dias para cidadãos do Mercosul.
A mobilidade aérea também ganha destaque. O acordo bilateral com o Catar (aprovado pelo PDL 163/2023) libera o tráfego de passageiros e cargas, elimina limites de frequência e permite que as companhias escolham pontos intermediários. A Qatar Airways já anunciou um serviço triangular Doha–Caracas–Bogotá a partir de 22 de julho de 2026 e sinalizou uma segunda rota na América do Sul via São Paulo assim que houver disponibilidade de slots. Os direitos facilitados de quinta liberdade prometem novas opções diretas para viajantes brasileiros a negócios rumo ao Oriente Médio e Ásia.
Empresas brasileiras esperam benefícios concretos para recursos humanos. “Investidores europeus poderão enviar técnicos com pouca antecedência, conforme o capítulo de prestadores de serviços, enquanto nossos engenheiros terão entrada facilitada em plantas da UE para treinamentos práticos”, afirma Claudia Ribeiro, gerente de mobilidade de uma empresa de agritecnologia em Mato Grosso.
No entanto, os departamentos de RH devem ficar atentos aos prazos de implementação: muitas simplificações de vistos de trabalho só entrarão em vigor após a emissão de regulamentações secundárias por cada parceiro, provavelmente entre 2026 e 2028. Na prática, as equipes de mobilidade devem revisar agora as políticas de deslocamento. As projeções de custos podem mudar com o fim das tarifas alfandegárias e a possibilidade de estadias sem visto de até 90 dias, reduzindo a necessidade de vistos temporários mais caros.
Empresas que dependem do hub da Qatar Airways em São Paulo devem preparar os viajantes para novas rotas assim que Bogotá e Caracas forem ativadas, além de considerar possíveis alterações de horários durante o inverno no hemisfério Norte.
No geral, as aprovações do Senado representam o maior avanço em um único dia para o marco da mobilidade internacional brasileira na última década.
Parlamentares e a comissão de relações exteriores (CRE) defendem que ampliar a rede de acordos do Brasil é o melhor antídoto contra o crescente protecionismo econômico no exterior. Para os profissionais de mobilidade global, as medidas vão muito além das tarifas. O acordo Mercosul-UE, em vigor desde 1º de maio, prevê o reconhecimento mútuo de qualificações profissionais e cria um órgão consultivo para tratar de entraves em vistos de negócios — fundamental para executivos que circulam entre São Paulo, Frankfurt e Paris.
O pacto com a EFTA permite que 99% das exportações agrícolas e industriais brasileiras entrem na Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein sem tarifas, além de obrigar os membros a simplificar o processo de concessão de vistos de trabalho em até dois anos. Já o acordo com Cingapura eliminará 95% das tarifas e introduz uma isenção de visto de negócios para múltiplas entradas de até 90 dias para cidadãos do Mercosul.
A mobilidade aérea também ganha destaque. O acordo bilateral com o Catar (aprovado pelo PDL 163/2023) libera o tráfego de passageiros e cargas, elimina limites de frequência e permite que as companhias escolham pontos intermediários. A Qatar Airways já anunciou um serviço triangular Doha–Caracas–Bogotá a partir de 22 de julho de 2026 e sinalizou uma segunda rota na América do Sul via São Paulo assim que houver disponibilidade de slots. Os direitos facilitados de quinta liberdade prometem novas opções diretas para viajantes brasileiros a negócios rumo ao Oriente Médio e Ásia.
Empresas brasileiras esperam benefícios concretos para recursos humanos. “Investidores europeus poderão enviar técnicos com pouca antecedência, conforme o capítulo de prestadores de serviços, enquanto nossos engenheiros terão entrada facilitada em plantas da UE para treinamentos práticos”, afirma Claudia Ribeiro, gerente de mobilidade de uma empresa de agritecnologia em Mato Grosso.
No entanto, os departamentos de RH devem ficar atentos aos prazos de implementação: muitas simplificações de vistos de trabalho só entrarão em vigor após a emissão de regulamentações secundárias por cada parceiro, provavelmente entre 2026 e 2028. Na prática, as equipes de mobilidade devem revisar agora as políticas de deslocamento. As projeções de custos podem mudar com o fim das tarifas alfandegárias e a possibilidade de estadias sem visto de até 90 dias, reduzindo a necessidade de vistos temporários mais caros.
Empresas que dependem do hub da Qatar Airways em São Paulo devem preparar os viajantes para novas rotas assim que Bogotá e Caracas forem ativadas, além de considerar possíveis alterações de horários durante o inverno no hemisfério Norte.
No geral, as aprovações do Senado representam o maior avanço em um único dia para o marco da mobilidade internacional brasileira na última década.
Fonte: Agência Senado
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