
Passageiros do voo LH1170 da Lufthansa enfrentaram uma estadia não programada na França após a bateria de um power bank superaquecer e pegar fogo pouco depois da decolagem de Frankfurt, em 26 de setembro. A tripulação de cabine apagou o fogo usando uma bolsa de segurança especializada para íons de lítio, mas os pilotos declararam emergência e desviaram para Lyon, onde o Airbus A321 pousou com segurança às 21h55, horário local. Todos os 198 passageiros e seis tripulantes saíram ilesos, mas o incidente reforça as preocupações da indústria da aviação sobre baterias de lítio — uma das principais causas de fumaça a bordo. A Lufthansa proibiu o carregamento de power banks a bordo desde janeiro de 2026 e limita cada passageiro a dois dispositivos com capacidade inferior a 100 Wh. A companhia informou que os passageiros afetados foram acomodados em hotéis e remarcados para voos no domingo com destino a Lisboa. Para gestores de mobilidade, o desvio evidencia riscos de conformidade: funcionários costumam carregar múltiplos power banks para celulares e laptops, muitas vezes sem saber dos limites impostos pelas companhias aéreas. As empresas devem atualizar suas políticas de viagem para incluir a verificação obrigatória das marcações de capacidade das baterias e lembrar que o carregamento de power banks durante o voo é proibido na maioria das companhias europeias. Especialistas em seguros alertam que pousos de emergência podem gerar custos significativos posteriores — conexões perdidas, noites em hotéis, extensão do tempo de trabalho da tripulação e reposicionamento da aeronave. O incidente em Lyon deve custar à Lufthansa uma quantia na casa das centenas de milhares de euros. Programas de fidelidade geralmente não cobrem esses desvios por força maior, portanto, os viajantes devem guardar recibos para possíveis reembolsos. As autoridades estão atentas: a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) abriu uma investigação e pode recomendar inspeções mais rigorosas na cabine ou verificações aleatórias de bagagens nos portões antes da alta temporada de Natal. Qualquer triagem adicional aumentaria o tempo de espera nos hubs alemães, por isso os envolvidos devem se preparar com equipes extras.
Fonte: t-online