
Aéroports de Paris (ADP), operador dos aeroportos Paris-Charles-de-Gaulle e Orly, solicitou formalmente à Comissão Europeia que permita à França suspender a implementação total do Sistema de Entrada/Saída da UE (EES) durante o intenso período de viagens de junho a agosto. O pedido surge após testes limitados indicarem um aumento de até 70% no tempo de processamento, e entidades do setor alertarem para filas de até quatro horas quando o regime biométrico de fronteira se tornar obrigatório em 10 de abril de 2026.
A vice-CEO Justine Coutard afirmou aos jornalistas que, embora 300 quiosques de autoatendimento já tenham sido instalados — e outros 120 estejam encomendados —, os aeroportos ainda não testaram o sistema com o volume de passageiros típico do verão. "Assim que observamos tempos de espera excessivos, voltamos ao carimbo manual; tornar o EES obrigatório em julho seria extremamente arriscado", declarou.
Segundo as regras atuais da UE, os Estados-membros podem suspender o EES por até seis horas em caso de congestionamento crítico, mas a ADP defende que uma isenção geral para o verão daria mais margem para corrigir falhas no software, treinar equipes e concluir a reestruturação do fluxo nos terminais. O pedido reforça uma carta conjunta da ACI Europe, IATA e Airlines for Europe enviada no início do mês.
Para as empresas, o debate vai além do aspecto teórico. Paris responde por um terço do tráfego de negócios de longa distância da França, e o verão coincide com grandes feiras comerciais como a VivaTech. Gestores de RH e de viagens devem preparar comunicações para os viajantes destacando possíveis gargalos nas fronteiras, incentivar o cadastro antecipado quando disponível e incluir tempo extra para conexões nos roteiros — especialmente para colaboradores de fora da UE que precisam fornecer impressões digitais e imagens faciais na primeira entrada.
Ainda não está claro se Bruxelas concederá essa flexibilidade adicional, mas a decisão deve sair antes da Páscoa. Caso o pedido seja negado, a ADP afirma que dependerá fortemente da cláusula de suspensão de seis horas; equipes de mobilidade devem acompanhar os anúncios e estar preparadas para mudanças de última hora nos procedimentos de fronteira.
A vice-CEO Justine Coutard afirmou aos jornalistas que, embora 300 quiosques de autoatendimento já tenham sido instalados — e outros 120 estejam encomendados —, os aeroportos ainda não testaram o sistema com o volume de passageiros típico do verão. "Assim que observamos tempos de espera excessivos, voltamos ao carimbo manual; tornar o EES obrigatório em julho seria extremamente arriscado", declarou.
Segundo as regras atuais da UE, os Estados-membros podem suspender o EES por até seis horas em caso de congestionamento crítico, mas a ADP defende que uma isenção geral para o verão daria mais margem para corrigir falhas no software, treinar equipes e concluir a reestruturação do fluxo nos terminais. O pedido reforça uma carta conjunta da ACI Europe, IATA e Airlines for Europe enviada no início do mês.
Para as empresas, o debate vai além do aspecto teórico. Paris responde por um terço do tráfego de negócios de longa distância da França, e o verão coincide com grandes feiras comerciais como a VivaTech. Gestores de RH e de viagens devem preparar comunicações para os viajantes destacando possíveis gargalos nas fronteiras, incentivar o cadastro antecipado quando disponível e incluir tempo extra para conexões nos roteiros — especialmente para colaboradores de fora da UE que precisam fornecer impressões digitais e imagens faciais na primeira entrada.
Ainda não está claro se Bruxelas concederá essa flexibilidade adicional, mas a decisão deve sair antes da Páscoa. Caso o pedido seja negado, a ADP afirma que dependerá fortemente da cláusula de suspensão de seis horas; equipes de mobilidade devem acompanhar os anúncios e estar preparadas para mudanças de última hora nos procedimentos de fronteira.
Fonte: The Connexion