
Diante de um aumento repentino de 54% no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras na semana passada, o governo brasileiro lançou um pacote emergencial em 6 de abril de 2026 para evitar que o choque de custos seja repassado diretamente aos passageiros e às empresas que dependem do transporte aéreo. O destaque é um decreto presidencial que zera as alíquotas do PIS e Cofins sobre o QAV por um período inicial de três meses (abril a junho). Segundo o Ministério da Fazenda, a eliminação desses tributos reduz o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro, gerando uma economia aproximada de R$ 30 milhões por mês para as companhias aéreas. Como o combustível representa cerca de 45% dos custos operacionais das aéreas no Brasil, a redução deve diminuir as tarifas domésticas médias entre 4% e 6%, assim que as empresas incorporarem o corte em seus modelos de gestão de receita.
Paralelamente, o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) oferecerá duas linhas de crédito especiais que somam até R$ 9 bilhões. A primeira, limitada a R$ 7,5 bilhões, é destinada às três maiores companhias (LATAM, GOL e Azul), com empréstimos de até R$ 2,5 bilhões para capital de giro e hedge de combustível. A segunda, no valor de R$ 1,5 bilhão, é reservada para operadores regionais e de voos charter, garantindo a manutenção de rotas secundárias — essenciais para os corredores de petróleo e gás, agronegócio e mineração do Brasil, que dependem da mobilidade executiva rápida.
Uma terceira medida adia para dezembro o pagamento das taxas de navegação aérea e de rotas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para voos operados entre abril e junho, proporcionando um alívio imediato de fluxo de caixa de cerca de R$ 2 bilhões para as empresas. Juntas, essas ações refletem programas adotados por Canadá e Japão durante a crise energética de 2022 e têm como objetivo estabilizar os preços das passagens antes da temporada de férias do inverno no Hemisfério Sul, quando a demanda de viajantes corporativos tradicionalmente aumenta.
Para gestores de mobilidade multinacionais, o anúncio traz alívio, mas também exige atenção. Orçamentos de viagem definidos em janeiro podem ser revisados com economias moderadas, mas as equipes de compras devem acompanhar a velocidade com que cada companhia aérea ajusta suas tabelas de sobretaxa de combustível. Consultores da Amadeus estimam um atraso de 10 dias entre o corte tributário e o reflexo nas tarifas exibidas nos sistemas de distribuição global (GDS), o que significa que empresas que adiarem a emissão de passagens até meados de abril terão maiores economias. Expatriados com direito a licença no país de origem são aconselhados a recalcular seus itinerários, enquanto empresas de relocação devem atualizar os modelos de auxílio para custo de vida que incluem voos domésticos.
Paralelamente, o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) oferecerá duas linhas de crédito especiais que somam até R$ 9 bilhões. A primeira, limitada a R$ 7,5 bilhões, é destinada às três maiores companhias (LATAM, GOL e Azul), com empréstimos de até R$ 2,5 bilhões para capital de giro e hedge de combustível. A segunda, no valor de R$ 1,5 bilhão, é reservada para operadores regionais e de voos charter, garantindo a manutenção de rotas secundárias — essenciais para os corredores de petróleo e gás, agronegócio e mineração do Brasil, que dependem da mobilidade executiva rápida.
Uma terceira medida adia para dezembro o pagamento das taxas de navegação aérea e de rotas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para voos operados entre abril e junho, proporcionando um alívio imediato de fluxo de caixa de cerca de R$ 2 bilhões para as empresas. Juntas, essas ações refletem programas adotados por Canadá e Japão durante a crise energética de 2022 e têm como objetivo estabilizar os preços das passagens antes da temporada de férias do inverno no Hemisfério Sul, quando a demanda de viajantes corporativos tradicionalmente aumenta.
Para gestores de mobilidade multinacionais, o anúncio traz alívio, mas também exige atenção. Orçamentos de viagem definidos em janeiro podem ser revisados com economias moderadas, mas as equipes de compras devem acompanhar a velocidade com que cada companhia aérea ajusta suas tabelas de sobretaxa de combustível. Consultores da Amadeus estimam um atraso de 10 dias entre o corte tributário e o reflexo nas tarifas exibidas nos sistemas de distribuição global (GDS), o que significa que empresas que adiarem a emissão de passagens até meados de abril terão maiores economias. Expatriados com direito a licença no país de origem são aconselhados a recalcular seus itinerários, enquanto empresas de relocação devem atualizar os modelos de auxílio para custo de vida que incluem voos domésticos.
Fonte: VEJA