
Falando em Bruxelas no dia 3 de julho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu que o novo Sistema de Entrada/Saída do Espaço Schengen (EES) está causando “grande pressão operacional” nos aeroportos, e que são necessárias medidas técnicas e de pessoal adicionais antes do pico do verão. Suas declarações vieram após reportagens na mídia sobre filas que ultrapassam quatro horas em Bruxelas, Amsterdã Schiphol e em vários aeroportos turísticos da Espanha. Uma análise da Aviation24.be aponta que a congestão ocorre sempre que chegam simultaneamente vários voos de grande porte, e a equipe de solo precisa orientar cada passageiro não pertencente à UE pelos quiosques biométricos, muitos dos quais enfrentam reinicializações de software. Os aeroportos culpam a falta de cabines de registro e a ausência de um aplicativo de pré-registro disponível para todos. Embora não tenham sido citadas diretamente, companhias aéreas do Reino Unido também manifestaram preocupação, já que os britânicos, agora considerados cidadãos de países terceiros, precisam passar por todas as verificações do EES. Os atrasos podem comprometer os horários de voos de curta distância em ondas, saindo de Gatwick, Stansted e Manchester, que dependem de rápidas operações de turnaround em bases continentais. Para as equipes de mobilidade global, o conselho prático é duplo: incluir janelas de conexão amplas em itinerários com múltiplas etapas e preparar os funcionários para os dados extras que serão solicitados na fronteira (impressões digitais e escaneamento facial). O RH também deve revisar as políticas de cuidado para cobrir casos de perda do último trem ou necessidade de hospedagem noturna em caso de atrasos na saída da UE. Von der Leyen afirmou que a Comissão está “trabalhando em conjunto com os Estados-Membros” para aumentar o número de quiosques, realocar pessoal e corrigir o sistema, mas não autorizou uma pausa geral em toda a UE.
Fonte: Aviation24.be